Para o governador Eduardo Leite, a consolidação da produção de biometano no Rio Grande do Sul é algo perfeitamente associado aos conceitos de sustentabilidade. "Além de dar um tratamento que garante um processo de descarbonização da nossa economia, agrega valor àquilo que antes era totalmente perdido, que são os resíduos urbanos", argumenta o governador.
Leite ressalta que o Estado celebra a atração de investimentos, ainda mais os que trazem o componente da sustentabilidade. No ano passado, assinala o governador, foram anunciados pela iniciativa privada aportes no Rio Grande do Sul na ordem de R$ 100 bilhões, mesmo os gaúchos tendo enfrentado a maior catástrofe climática da sua história. Um dos empreendimentos mencionados por Leite foi o da companhia CMPC, que pretende desembolsar cerca de R$ 27 bilhões em uma fábrica de celulose (e na infraestrutura ao seu redor), em Barra do Ribeiro.
O secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico, Ernani Polo, reitera que o governo gaúcho trabalha, dentro do plano de desenvolvimento econômico, com a pauta da transição energética e o biometano se insere nesse contexto. Ele recorda que o projeto de Minas do Leão conta com o apoio do Fundo Operação Empresa (Fundopem/RS - mecanismo de incentivo fiscal que possibilita abatimento de ICMS para novas atividades ou expansão de companhias no Estado).
Por sua vez, a secretária Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann, lembra que a iniciativa também contou com incentivo do Fundo Clima, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ela afirma que o Rio Grande do Sul já tem um cenário bastante avançado na questão do tratamento de resíduos sólidos, mas que tem espaço para avançar.
Marjorie salienta que é importante ter um mapeamento para conectar os agentes do setor do biometano no Rio Grande do Sul. "O departamento de energia (da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura) trabalha para que a gente possa fazer a contratação desse mapeamento", finaliza a secretária.