O Dia das Crianças, celebrado na próxima segunda-feira (12), convida a olhar para a infância além das comemorações e dos apelos comerciais da data. Toda criança deve ter tempo para brincar, aprender, fazer amigos, sentir-se segura e descobrir o mundo no próprio ritmo, mas esse direito ainda está distante de muitos.
Quem convive com crianças sabe que há mais por trás de situações de uma rotina aparentemente simples. O caminho até a escola, a brincadeira preferida, a história antes de dormir, o abraço que acalma depois de um susto são experiências que constroem vínculos. Para uma parcela da população, entretanto, a pobreza e a violência interrompem cedo demais essa tranquilidade.
No Rio Grande do Sul, as enchentes de 2024 afetaram a rotina de 340 mil crianças e adolescentes, segundo o Unicef. Muitos deixaram para atrás a casa, brinquedos, cadernos, escola, os amigos e a segurança de dormir na própria cama. Depois que a água baixou, o medo e a incerteza não desapareceram de uma hora para outra, e recuperar a confiança no cotidiano leva tempo.
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