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Publicada em 24 de Setembro de 2026 às 18:06
Os acidentes de trânsito continuam a causar milhares de mortes todos os anos no Brasil. Em 2024, último período com dados consolidados pelo DataSUS, 37.150 pessoas perderam a vida em decorrência de sinistros em estradas e vias públicas no País. O número representa alta de 6,5% na comparação com 2023 e reforça a necessidade de conscientização para um trânsito seguro, proposta que embasa o Dia Nacional do Trânsito, celebrado nesta sexta-feira.
A segurança viária passa por decisões pessoais de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres, mas também por iniciativas do poder público. Cabe a cada condutor respeitar os limites de velocidade e as regras de trânsito, manter distância segura entre veículos, não ingerir álcool ou substâncias que alterem a percepção e não manusear o celular durante o trajeto. O pedestre também deve ter atenção ao andar nas ruas, seguindo a sinalização.
A responsabilidade dos governos passa pela infraestrutura, garantindo que as condições de rodovias, ruas e avenidas não coloquem em risco a vida de quem circula por elas. Dirigir por estradas esburacadas e sem acostamento, pedalar em cidades onde a oferta de ciclovias é escassa, ou até inexistente, e andar em meio aos veículos em ruas sem calçadas são situações que ampliam a exposição aos acidentes.
A fiscalização também tem papel decisivo. Regras de velocidade, restrições ao consumo de álcool e proibição do uso do celular ao volante só produzem o efeito esperado quando acompanhadas de controle permanente e da percepção de que infrações terão consequências.
Desde 2018, o País conta com o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), que define metas e diretrizes para tornar o trânsito mais seguro. A principal delas é reduzir, até 2030, em pelo menos 50% o índice de mortes por 100 mil habitantes, tendo como referência 2020. Os números recentes, entretanto, caminham na direção contrária.
Reverter esse quadro exige ações permanentes. Além de investimentos em infraestrutura, é preciso fiscalização para coibir comportamentos de risco, planejamento urbano e educação para o trânsito. Campanhas de conscientização são importantes, mas os efeitos são limitados se não estiverem acompanhadas de medidas capazes de tornar as vias efetivamente mais seguras.
Reduzir acidentes e mortes exige responsabilidade compartilhada entre governos e sociedade. Tornar o trânsito seguro deve ser um compromisso permanente, e não apenas uma data ou meta de uma política pública.