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Publicada em 17 de Setembro de 2026 às 18:09
No domingo, os gaúchos comemoram o 20 de Setembro, data para celebrar as tradições, mas também refletir sobre o Rio Grande do Sul que queremos construir. O orgulho pelas raízes ganha mais significado quando a história serve de inspiração para enfrentar os desafios do presente e buscar novos caminhos para o futuro.
Trabalho, coragem, solidariedade e capacidade de recomeçar são qualidades associadas ao povo gaúcho e que se mostraram de forma marcante na enchente de 2024. A maior tragédia climática enfrentada recentemente pelo Estado causou mortes, destruiu cidades e deixou um rastro de prejuízos à infraestrutura, ao comércio, aos serviços, à indústria e ao campo. Uma grande corrente de solidariedade mobilizou voluntários, empresas, entidades e cidadãos em resgates, abrigos e doações.
A reação diante da tragédia mostrou a força de um povo capaz de se unir nos momentos mais difíceis e deixou uma lição: superar não é apenas reconstruir o que foi destruído, mas aprender com a experiência e se preparar para o futuro. Investir em prevenção, melhorar a infraestrutura e adaptar cidades para enfrentar eventos climáticos extremos são compromissos que precisam permanecer na agenda do Estado.
A mesma disposição deve ser aplicada a outros obstáculos que há anos limitam o desenvolvimento gaúcho. Dificuldades fiscais, gargalos de infraestrutura, diferenças entre regiões e a necessidade de aumentar a produtividade e a competitividade exigem respostas que ultrapassem governos. Há problemas que não serão resolvidos de uma gestão para outra e, justamente por isso, precisam de continuidade.
O Rio Grande do Sul possui uma agropecuária forte, indústria diversificada, universidades e centros de pesquisa, capacidade empreendedora e trabalhadores qualificados. Transformar essas vantagens em desenvolvimento passa por estimular investimentos, inovação e geração de oportunidades, além de criar perspectivas para que os jovens encontrem aqui espaço para construir seu futuro.
Celebrar o 20 de Setembro não deve significar apenas reverenciar o passado. Preservar tradições e cultivar o orgulho de pertencer a esta terra podem caminhar ao lado da inovação e da disposição para mudar. O Rio Grande do Sul já mostrou que sabe resistir e recomeçar. As façanhas do passado inspiram, mas as escolhas do presente e o planejamento são fundamentais para o desenvolvimento e o fortalecimento do Estado.