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Publicada em 10 de Fevereiro de 2026 às 19:20

Safra de maçã impulsiona exportações e economia do RS

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A safra de maçã brasileira 2025/2026 aponta sinais de recuperação estrutural após anos de produção afetada por condições climáticas adversas, com reflexos diretos na economia do agronegócio e na balança comercial. No cenário nacional, os principais estados produtores — Santa Catarina e Rio Grande do Sul — concentram praticamente toda a produção de maçãs no País, em mais de 16 mil hectares de pomares ativos. No Rio Grande do Sul, dados oficiais indicam que o Estado é o maior exportador de maçãs do Brasil, com mais de 7 mil toneladas exportadas em 2024 para ao menos 36 países, gerando mais de US$ 6,4 milhões em receita. Índia, Portugal, Irlanda e Reino Unido estiveram entre os principais destinos desses embarques.É importante lembrar que essa participação exportadora tem papel relevante no contexto da retomada do setor, que, segundo projeções setoriais, espera um aumento de mais de 300% nas exportações em 2026 em relação à safra anterior. A recuperação da produção sinaliza uma maior capacidade de internacionalização do Rio Grande do Sul, com evidentes reflexos positivos sobre a economia local.A cultura da maçã tem peso econômico importante nas regiões serranas, gerando emprego ao longo de toda a cadeia produtiva e movimentando mercados internos e externos. Apesar dos avanços, o setor ainda se insere em um contexto mais amplo de desafios climáticos e estruturais que afetam o agronegócio no Sul do Brasil. Relatórios de governança econômica indicam ser imprescindível o monitoramento constante de indicadores de exportação e emprego formal no agronegócio, dada a recorrência de eventos climáticos extremos como estiagens e a necessidade de adoção de tecnologias e estratégias de mitigação.No plano macroeconômico, para além da cultura da maçã, é preciso destacar que o agronegócio continua sendo um componente central da economia regional. Aqui vale a máxima: se o campo vai bem, a cidade vai bem, a economia local e estadual prosperam. Por isso se tornam relevantes todos os esforços empreendidos pelo poder público e pela iniciativa privada com o intuito de tornar o Rio Grande do Sul mais resiliente e imune aos efeitos negativos das mudanças climáticas.No conjunto, os dados do setor mostram que a safra de maçã 2025/26 não é apenas uma recuperação quantitativa, mas uma reafirmação da capacidade competitiva do Brasil na cadeia global de frutas frescas, um mercado extremamente desafiador. Se os volumes projetados forem confirmados, o País poderá ampliar sua presença no comércio internacional de maçãs, com reflexos positivos para produtores e para a economia regional do Sul.

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