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Publicada em 15 de Outubro de 2025 às 18:48

As necessidades do Centro Histórico de Porto Alegre

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Porto Alegre nasceu no Centro Histórico. Foi a partir dali que a cidade se expandiu e se desenvolveu, avançando para as zonas Sul, Norte, Leste e Oeste e se tornando 253 anos depois em uma metrópole com mais de 1,3 milhão de habitantes. Pois, o berço da metrópole e coração político e econômico da cidade por muitos anos ficou à mercê de sua própria sorte. As recentes iniciativas com vistas à revitalização da região central chegaram como um sopro de ar fresco para os moradores e comerciantes que vivem, transitam ou ganham sua vida nas ruas bicentenárias. Pois uma pesquisa divulgada nesta terça-feira pela prefeitura da Capital apontou quais são quais são os principais problemas e ouviu sugestões para melhorias do bairro.
Porto Alegre nasceu no Centro Histórico. Foi a partir dali que a cidade se expandiu e se desenvolveu, avançando para as zonas Sul, Norte, Leste e Oeste e se tornando 253 anos depois em uma metrópole com mais de 1,3 milhão de habitantes. Pois, o berço da metrópole e coração político e econômico da cidade por muitos anos ficou à mercê de sua própria sorte. As recentes iniciativas com vistas à revitalização da região central chegaram como um sopro de ar fresco para os moradores e comerciantes que vivem, transitam ou ganham sua vida nas ruas bicentenárias. Pois uma pesquisa divulgada nesta terça-feira pela prefeitura da Capital apontou quais são quais são os principais problemas e ouviu sugestões para melhorias do bairro.
O trabalho ouviu mais de 300 pessoas e associações ligadas ao Centro Histórico da capital gaúcha e abordou temas como segurança, mobilidade urbana e turismo, lançando luz sobre as carências e indicando soluções que podem ser tomadas por parte do poder público municipal.
Um dos pontos que mais foram citados pelos entrevistados é um problema crônico do Centro: a segurança pública. Para 40,54% dos entrevistados, andar pelo Centro Histórico não é seguro. Essa sensação de insegurança por parte de moradores e comerciantes afeta sobremaneira o desenvolvimento da região, na medida em que o bairro se caracteriza pelo comércio vivo e por ser uma zona da cidade que recebe muitas pessoas que estão circulando, tanto por Porto Alegre, quanto entre a Capital e as cidades da Região Metropolitana.
Falta de segurança afasta investimentos e empreendedores, prejudicando, também, fortemente, o setor de turismo do município, visto que é no Centro onde se localizam alguns dos mais belos e importantes pontos históricos e culturais de Porto Alegre.
Ainda no que diz respeito à economia do Centro, 28,95% das pessoas relataram falta de atratividade para novos empreendimentos no bairro. Além disso, 18,42% dos entrevistados apontaram poucas feiras que estimulem o comércio local.
A enchente de maio do ano passado arrasou o comércio do Centro. Empreendedores e lojistas ainda batalham para se reerguer após os incalculáveis prejuízos causados pela maior cheia já registrada na história do Guaíba. Desse modo, ouvi-los e entender quais são suas angústias e necessidades é uma ação positiva por parte da prefeitura. Recentes ações como a demolição do prédio conhecido como Esqueletão e a revitalização do Viaduto Otávio Rocha são bem-vindas, mas ainda há muito a fazer para voltar a dar ao Centro a importância que ele sempre teve para os porto-alegrenses.

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