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Publicada em 20 de Fevereiro de 2025 às 18:34

O ousado plano educacional do RS até 2035

ARTE/JC
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Pode-se classificar de ousado o plano do governo do Rio Grande do Sul para colocar o Estado entre os três melhores do Brasil nos índices educacionais até 2035. A ideia é garantir uma educação pública de excelência e acessível a todos, preparando os jovens para os desafios de um mundo em constante transformação. Uma visão de futuro com potencial de alavancar, também, a economia gaúcha.
Pode-se classificar de ousado o plano do governo do Rio Grande do Sul para colocar o Estado entre os três melhores do Brasil nos índices educacionais até 2035. A ideia é garantir uma educação pública de excelência e acessível a todos, preparando os jovens para os desafios de um mundo em constante transformação. Uma visão de futuro com potencial de alavancar, também, a economia gaúcha.
A robusta agenda apresentada nesta semana admite as fragilidades do sistema como um todo - do acesso desigual tanto racial quanto social, da falta de professores concursados, da alta evasão e reprovação no Ensino Médio. Igualmente, destaca os pontos fortes, como a alta escolaridade de professores e o nível de aprendizagem ao final da Educação Básica, que está entre os melhores do Brasil.
Para atingir os objetivos, o governo gaúcho aposta, principalmente, em quatro frentes: aumentar a velocidade da melhoria educacional; tornar a comunidade e as estruturas escolares resilientes; formar uma rede de ensino coesa e eficiente, além de transformar a oferta educacional na intensidade necessária.
O principal indicador brasileiro para medir a qualidade do ensino nas escolas públicas hoje é o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Nos últimos dados, de 2023 - a prova ocorre a cada dois anos -, o RS bateu a meta de 6 pontos dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Neste recorte, no qual a maioria dos alunos estuda em escolas vinculadas aos municípios, o índice vem em uma crescente.
Já os anos finais marcou 4,9, abaixo dos 5 pontos do País, e o Ensino Médio ficou com 4,2, também inferior ao nacional, de 4,3, e à meta do Estado para esta etapa, que era de 5,3.
Desde 2019, quando Eduardo Leite assumiu o governo, reformas estruturantes vêm sendo implementadas, com ao menos 12 programas em andamento. Destaque para o Todo Jovem na Escola - incentiva a permanência estudantil por meio de auxílio financeiro - e para a ampliação do Ensino Médio em tempo integral.
Agora, com o plano de aceleração da melhoria educacional, a ideia é que se trilhe um caminho para um legado. Isso porque, o plano, com estratégias de 2025 a 2035, ultrapassa o atual mandato e dependerá dos dois próximos governos a consolidação do processo como uma política de Estado. Um eixo tão importante quanto a educação precisa e deve ser tratado além de questões políticas.
 

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