Porto Alegre, qui, 03/04/25

Anuncie no JC
Assine agora

Publicada em 20 de Agosto de 2024 às 19:20

O peso da celulose na balança comercial do RS

ARTE/JC
Compartilhe:
JC
JC
A Compañia Manufacturera de Papeles y Cartones (CMPC) recebeu, há poucos dias, os termos de referência para executar o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima), da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), para viabilizar a construção de sua nova fábrica em Barra do Ribeiro. Para que o desempenho seja exitoso de ponta a ponta no início das operações - as obras estão previstas para começarem em 2026 e o início das atividades em 2029 -, ações paralelas são inadiáveis.
A Compañia Manufacturera de Papeles y Cartones (CMPC) recebeu, há poucos dias, os termos de referência para executar o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima), da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), para viabilizar a construção de sua nova fábrica em Barra do Ribeiro. Para que o desempenho seja exitoso de ponta a ponta no início das operações - as obras estão previstas para começarem em 2026 e o início das atividades em 2029 -, ações paralelas são inadiáveis.
A empresa chilena atua desde 2009 no Rio Grande do Sul, em Guaíba, com uma planta de produção de celulose. O projeto de R$ 24 bilhões em Barra do Ribeiro, anunciado em abril, é o maior investimento privado da história do Estado.
A nova planta, quando operando, acrescentará uma produção de 2,5 milhões de toneladas anuais. Hoje, 95% da celulose produzida é exportada. Evidentemente, um setor importante para a economia gaúcha.
Para se ter uma dimensão, em 2023, a celulose foi uma das principais cargas movimentadas pelo Porto do Rio Grande, chegando a 1,6 milhão de toneladas.
A China foi o principal comprador, com 571.812 toneladas, seguida pelos Estados Unidos (349.789) e pela Itália (183.321).
A celulose extraída do eucalipto pela CMPC é utilizada como matéria-prima nas indústrias de papel, embalagens e tecidos.
A licença emitida recentemente é apenas um dos passos para viabilizar a logística produtiva. Dois pontos, a dragagem da hidrovia e a modernização do terminal do porto de Rio Grande, são essenciais.
O primeiro permitirá que a movimentação de matéria-prima (toras de madeira) e celulose no RS flua de forma mais eficaz. Hoje, cerca de 20% da madeira que abastece a fábrica do grupo em Guaíba chega por barcaças que navegam na Laguna dos Patos, e 100% da celulose exportada é encaminhada pela hidrovia até o Porto do Rio Grande.
A operação portuária será decisiva para comportar o volume de exportação, que deve mais do que dobrar com a operação em Barra do Ribeiro.
O RS ocupa a sexta posição entre os principais estados exportadores. Em 2023, a soma das vendas externas atingiu US$ 22,3 bilhões. Entre os dez produtos mais exportados, a celulose é o sexto, com US$ 832,6 milhões. É um produto que deve ganhar ainda mais importância na balança comercial gaúcha.
 

Notícias relacionadas

Comentários

0 comentários