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Publicada em 05 de Novembro de 2026 às 10:30

Dólar abre em queda pelo exterior e Selic alta, mas sobe com falta de novidades fiscais

Dólar à vista ganhava 0,18%, a R$ 5,4617

Dólar à vista ganhava 0,18%, a R$ 5,4617

Arte/JC
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Agências
O dólar abriu em queda nesta quinta-feira (5), mas passou a subir no mercado à vista, após a fala do ministro da Fazenda, Dario Durigan, de que não há previsão de anúncios sobre medidas fiscais nos próximos dias, mas que novas informações poderão ser divulgadas após o retorno do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, da viagem à COP.
Segundo Durigan, o governo deve criar condições para uma queda estrutural e sustentável dos juros, que considera elevados e prejudiciais à economia. A falta de segurança fiscal é apontada por ele como um dos fatores de desancoragem das expectativas de inflação.
Na tentativa de tranquilizar os agentes financeiros, o presidente Lula fará um pronunciamento à nação no domingo, com uma mensagem de compromisso com a responsabilidade fiscal no quarto mandato. Há pouco, o dólar à vista ganhava 0,18%, a R$ 5,4617, enquanto o dólar futuro de dezembro subia 0,04%, a R$ 5,4880.
Já o recuo inicial do dólar ante o real refletiu a fraqueza da divisa mais cedo no exterior e uma reação moderada à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que manteve a Selic em 13,75% ao ano na véspera, sem indicar a trajetória futura da política monetária.
O mercado precificou a expectativa de manutenção de juros elevados por mais tempo no Brasil em razão da inflação desancorada. A produção industrial caiu 0,8% em setembro ante agosto, segundo o IBGE, e recuou 2,5% na comparação anual. No acumulado de 2026, houve alta de 0,4% e, em 12 meses, de 0,2%. O resultado mensal ficou próximo do piso das projeções do mercado, de queda de 0,9%.
Lá fora, o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) elevou sua principal taxa de juros em 25 pontos-base, a 4% ao ano, ao fim da reunião de política monetária desta quinta-feira. O movimento, que encerra um ciclo de seis manutenções consecutivas, ocorre com atraso em relação às altas implementadas por outros grandes bancos centrais.

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