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Publicada em 28 de Setembro de 2026 às 20:06
A Maxxi Econômica, tradicional rede gaúcha de farmácias fundada em 1950 com sede em Canoas, teve seu plano de recuperação judicial aprovado pelos credores. A empresa, que no passado chegou a ter 200 lojas e 1.500 funcionários, operará agora com as 35 unidades que restaram abertas após o fechamento das filiais deficitárias. O passivo total em reestruturação gira entre R$ 50 milhões e R$ 60 milhões.
A crise financeira da companhia foi agravada pelas elevadas taxas de juros e, mais recentemente, pelas enchentes que inundaram 20 farmácias da rede. De acordo com o advogado Cesar Carrera, do escritório Carrera Campos Advogados, responsável pelo caso, o momento foi decisivo para a medida. "Decidimos aproveitar a recuperação judicial para fazer a transação tributária com maiores benefícios", explica o advogado.
O plano aprovado desenha condições de pagamento distintas para cada perfil de credor, com deságios (descontos sobre a dívida original) que podem ir de 15% a 95%. Na classe trabalhista, Carrera explica que há duas opções disponíveis: os trabalhadores "podem receber no primeiro ano com 30% de deságio ou receber integralmente em até 3 anos".
Para conseguir reabastecer rapidamente as prateleiras das 35 farmácias ativas, a Maxxi Econômica adotou uma estratégia. "Os credores quirografários podem receber só com 15% de deságio aqueles que voltarem a fornecer a prazo para a empresa, e terão aceleração de pagamentos", explica.
O objetivo dessa movimentação, segundo Carrera, é "equacionar as dívidas também com os fornecedores, para pagar o maior valor possível, e voltar a ter fornecimento a prazo, agora com garantia de imóveis". Somado a isso, os sócios da rede farmacêutica disponibilizarão bens pessoais que serão vendidos para o pagamento dos créditos.
O prazo para quitar o passivo com fornecedores também foi definido de acordo com essa parceria comercial. Segundo a defesa, "credores parceiros vão receber em até 7 anos e credores não parceiros vão receber em um pouco mais de 100 meses".
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No que diz respeito aos débitos fora do escopo da recuperação judicial, Carrera afirma que o montante é pequeno. A exceção fica por conta da dívida tributária, para a qual "já tem um pedido de transação em andamento" que encontra-se com a negociação encaminhada.