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Publicada em 24 de Setembro de 2026 às 00:25

HT Micron deve iniciar nova fase de produção em até seis meses

Nova operação fabril será construída dentro da unidade de 10.000 m² da empresa

Nova operação fabril será construída dentro da unidade de 10.000 m² da empresa

HT Micron/Divulgação/JC
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A HT Micron Semicondutores, uma das principais iniciativas produtivas em semicondutores avançados no Brasil, avança na sua oferta de produtos, e com um impulso e tanto. A empresa, que integra o grupo sul-coreano Hana Micron e está instalada no Tecnosinos, em São Leopoldo (RS), recebeu sinal verde do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para um financiamento de R$ 84,86 milhões.
O anúncio foi feito essa semana. “Essa é a melhor notícia do nosso ano”, comemora o diretor de Relações Institucionais da HT Micron, Willyan Hasenkamp. Ele explica que o momento agora é de organizar a nova operação fabril, que será construída dentro da unidade de 10.000 m² que a empresa mantém.  
“Os novos equipamentos já estão sendo adquiridos e a expectativa é, de três a seis meses, já estar com a nova unidade operante. Isso nos traz a perspectiva de um novo horizonte, que nos permitirá avançar na caminhada do desenvolvimento tecnológico”, comenta. A empresa não divulga estimativa de produção, mas o executivo diz que será suficiente para atender a demanda do Brasil.
A HT Micron atua na etapa de encapsulamento e teste de circuitos integrados destinados à indústria de tecnologia da informação e comunicação.
Agora, a empresa acelera o desenvolvimento de novos produtos e vai adicionar à sua linha produtiva a capacidade de montagem, encapsulamento e teste de dispositivos de memória em tecnologia LPDDR5X. É uma solução que endereça, especialmente, as demandas que surgem com Inteligência Artificial.  
“A cada momento vão surgindo novas tecnologias, a velocidade e a quantidade de memória só aumenta”, diz, destacando hábitos usuais dos consumidores, como armazenar cada vez mais fotos no smartphone e usar soluções de Inteligência Artificial.
“É preciso acompanhar essa nova realidade e esse financiamento nos permitirá adotar tecnologias mais modernas que trazem um avanço tecnológico importante para o país de poder fabricar localmente, e suprir a necessidade dos fabricantes e montadores de memórias para dispositivos”, projeta o executivo.
Aplicações como IA, aprendizado de máquina e análise de grandes volumes de dados exigem modernização contínua desses dispositivos, com mais capacidade de armazenamento, maior desempenho e menor consumo de energia.
A LPDDR5X é hoje o padrão de memória DRAM de baixo consumo com maior adoção comercial em produtos de alto desempenho, presente na nova geração de smartphones, tablets e notebooks, em sistemas automotivos, em computação de alto desempenho e em cargas de trabalho de IA.
O financiamento do BNDES vai, justamente, sustentar a camada que leva mais tempo para se formar em semicondutores, que são as equipes de engenharia, os laboratórios de caracterização e a cadeia de fornecedores organizada em torno da operação de São Leopoldo.
"As gerações de memória se sucedem rápido, e a cada uma delas a qualificação recomeça. É essa capacidade que fica no país", diz.

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