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Publicada em 19 de Setembro de 2026 às 11:28

Ministro da Fazenda afirma que reajuste do Bolsa Família foi pela inflação, não foi real

Dario Durigan defende que seja mantida melhora das contas públicas

Dario Durigan defende que seja mantida melhora das contas públicas

Lula Marques/Agência Brasil.
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Agências
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o compromisso do governo é com o cenário fiscal e também justificou o reajuste de 15% do Bolsa Família, anunciado nesta semana. "Reajuste do Bolsa Família foi pela inflação, não foi real", afirmou, em entrevista à CNN, gravada nesta sexta-feira (18), no evento Fórum CEO Brasil 2026, realizado em Mata de São João (BA).
Durigan reforçou que a prioridade fiscal, segundo ele, não se altera por causa do programa e voltou a dizer que o reajuste busca recompor poder de compra. "Nosso compromisso é manter a trajetória de melhora das contas públicas", declarou, ao sustentar que a correção do benefício acompanhou a inflação e não representa aumento real de despesa.
O ministro também argumentou que o governo encontrou um volume maior de famílias atendidas do que o observado hoje e atribuiu a diferença a uma revisão cadastral. "É um número menor do que a gente recebeu", disse, lembrando que, na transição de 2022 para 2023, o total chegou a 21,9 milhões de beneficiários, em meio ao que classificou como desorganização dos registros.
Segundo Durigan, o pente-fino e o cruzamento de informações ajudaram a reduzir o contingente e, ao mesmo tempo, a estimular a formalização. "Quando a gente passa a organizar cadastros, cruzar informação mês a mês, as pessoas saem para o mercado de trabalho", afirmou, citando que 91% dos empregos gerados no ano passado, conforme sua fala, vieram de pessoas que deixaram o Bolsa Família e ingressaram no mercado formal.
Ele acrescentou que, com a atualização dos dados, o programa encerrou 2025 com 18,7 milhões de famílias, abaixo do pico visto na transição de governos. "Saímos de 22 milhões, fomos para 18,7 milhões", disse, ao destacar que mais de 2 milhões de beneficiários deixaram o programa no período, na avaliação do ministro, por melhora de renda e inserção no emprego.
Durigan também abordou a agenda de regulação das apostas online e disse que a Fazenda trabalha para apertar o cerco sobre as chamadas bets. "A gente trabalha para endurecer (as bets)", afirmou, ao defender regras mais rígidas de tributação, prevenção à lavagem de dinheiro e proteção do consumidor, incluindo crianças e adolescentes.
Na entrevista, o ministro atribuiu a expansão do setor à falta de regulamentação nos últimos anos e disse que o governo atual atua para preencher esse vazio. "Você passou ali quatro anos, quatro anos e meio, com as bets podendo operar no Brasil, tendo autorização legal para funcionar no país, mas sem regra", afirmou, acrescentando que a equipe econômica busca "endereçar" o tema para mitigar impactos como vício e problemas de saúde mental.

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