A evolução das empresas para estruturas mais autônomas foi o tema da reunião-almoço da Câmara de Comércio Brasil-Alemanha no Rio Grande do Sul, realizada nesta quinta-feira (17), em Porto Alegre. O encontro recebeu William Gibk, head de Estratégia e Operações do SAP Labs Latin America, localizado no Tecnosinos, em São Leopoldo.
Na conversa com os líderes presentes no encontro, ele falou sobre a transformação dos processos empresariais, o avanço da automação e o papel da Inteligência Artificial nessa nova etapa.
A discussão partiu das diferentes revoluções industriais vividas pelo mercado até chegar ao momento atual, em que novas tecnologias permitem que empresas executem processos com cada vez menos intervenção humana. “A ideia é que isso continue sendo um tópico a evoluir ao longo dos anos para que todas as empresas consigam chegar a esse nível de autonomia”, destaca.
Para Gibk, a diferença entre automação e autonomia é central nessa transformação. Enquanto a automação permite executar uma tarefa automaticamente, a autonomia envolve a capacidade de conduzir um processo de forma mais ampla.
A Inteligência Artificial entra nesse processo como uma das tecnologias capazes de ampliar a atuação dos profissionais e permitir que sistemas executem etapas dos processos. O especialista cita que todos os projetos apresentados neste ano no SAP Innoweeks, competição de inovação da SAP, envolveram agentes de IA voltados à execução de processos.
“Hoje não é mais humano versus máquina. É humano mais a máquina, tendo um output muito maior e sendo potencializado, gerando muito mais valor para as empresas”, disse.
O executivo admite que o conceito de empresas autônomas ainda é recente e deve continuar evoluindo nos próximos anos. A SAP vem colocando o tema também entre as discussões internas da companhia, em um movimento que busca a preparação das pessoas para essa nova configuração de processos, diz.
Segundo Guilherme Lippert, vice-presidente da Câmara de Comércio Brasil-Alemanha no Rio Grande do Sul, a discussão sobre as transformações provocadas pela tecnologia já alcança empresas de diferentes segmentos, o que torna tão essencial que debates como esse sigam existindo. “Dentro da entidade existem empresas de todos os setores. E nós sabemos que hoje a IA não está em um setor ou outro específico, está dentro de todos. Quem não está preparado vai ficar para trás”, aponta.
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