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Publicada em 10 de Agosto de 2026 às 17:28

"Precisamos transformar diálogo em soluções", diz presidente da Fetransul

Cardoso enfatizou necessidade de diálogo entre o setor produtivo, especialistas, entidades e o poder público

Cardoso enfatizou necessidade de diálogo entre o setor produtivo, especialistas, entidades e o poder público

FABIOLA CORREA/JC
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Sofia Kramp Leke
Sofia Kramp Leke
Empresários, especialistas e lideranças do transporte rodoviário de cargas se reuniram nesta segunda-feira (10), em Porto Alegre, para discutir os principais gargalos de infraestrutura e logística que afetam a economia do Rio Grande do Sul. Promovido pela Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul), o encontro também realizou a entrega do Troféu Alma Gaúcha.

O evento, realizado no Hotel Deville Prime, iniciou a tarde com o Painel Diálogos, trazendo diversas perspectivas dos participantes. Dentre os painelistas, estavam a gerente executiva da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Fernanda Schwantes; o superintendente de Relações Institucionais da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (Aneor), Hideraldo Caron; e o economista Marcelo Portugal, professor do Programa de Pós-Graduação em Economia da Ufrgs.

Infraestrutura como entrave ao desenvolvimento

Em um Estado cuja movimentação de cargas depende majoritariamente das rodovias, a discussão foi essencial para o setor. Além das questões relacionadas à infraestrutura, o encontro colocou em debate os caminhos para aumentar a eficiência do transporte e, consequentemente, melhorar as condições para o desenvolvimento econômico do Estado. A avaliação do setor é de que problemas logísticos acabam ultrapassando os limites das transportadoras, atingindo assim diferentes segmentos da economia. Segundo a Fetransul, cerca de 85% das cargas movimentadas no Rio Grande do Sul utilizam o modal rodoviário.

Francisco Cardoso, presidente da Fetransul, ressalta que escolheu a palavra “diálogo” para representar o painel. “Escolhemos essa palavra de forma muito intencional porque os desafios da infraestrutura e da logística brasileira não serão resolvidos isoladamente. Necessitamos de diálogo entre o setor produtivo, especialistas, entidades e o poder público. Precisamos, principalmente, tornar esse diálogo em soluções”, salienta.

Nesse cenário, as condições das estradas, os congestionamentos e outros gargalos de infraestrutura têm impacto direto sobre os custos e a competitividade das empresas.

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