Uma reportagem recente da Time chamou atenção ao mostrar a construção de um gigantesco complexo de data centers. Para quem acompanha o setor, não há nenhuma novidade nisso, já que novos investimentos em complexos têm sido anunciados com frequência. Mas o que chama atenção nesse caso é a localização. A estrutura está sendo construída em Narvik, no norte da Noruega, um antigo porto viking localizado acima do Círculo Polar Ártico.O projeto está sendo desenvolvido pela startup britânica Nscale para atender gigantes como Microsoft e OpenAI e representa um movimento que merece atenção. A escolha pela Noruega, e não por Estados Unidos ou outras regiões mais tradicionais da Europa, que costumam concentrar esses grandes investimentos, mostra uma outra lógica na corrida pela IA. Estamos entrando em uma nova era. Para além da criação de modelos e agentes, é o momento de olhar para a infraestrutura necessária para sustentar essas inovações. Por isso, é provável que vejamos mais destes movimentos de data centers sendo erguidos fora dos mercados tradicionais nos próximos anos. E, nesse cenário, o Brasil pode ser um destino muito atraente. O País conta com uma matriz de energia elétrica predominantemente renovável (88%, segundo dados do governo federal), largo espaço territorial e uma posição geográfica estratégica. Poder público e iniciativa privada precisam estar atentos a esse movimento.
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