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Publicada em 19 de Maio de 2026 às 16:34

Setor calçadista deve crescer no segundo semestre

BFSHOW em São Paulo destaca recuperação do setor e fortalecimento da internacionalização

BFSHOW em São Paulo destaca recuperação do setor e fortalecimento da internacionalização

Abicalçados/Divulgação/JC
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Agências
A coletiva de imprensa da BFSHOW, ocorrida na manhã do dia 19 de maio, trouxe boas notícias para o setor. Na ocasião, dirigentes da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e da NürnbergMesse Brasil (organizadora da feira) falaram das expectativas do setor e também dos desafios enfrentados pela atividade. Também participaram da coletiva executivos das empresas Perlatto Calçados, Lança Perfume, Bibi Calçados e Grupo S2. A BFSHOW é uma realização da Abicalçados e acontece entre os dias 18 e 20 de maio, no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP).

Destacando que, no primeiro trimestre, a indústria calçadista registrou queda de 7% na sua produção, o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, informou a expectativa de recuperação ao longo do segundo semestre. “Na segunda parte do ano, devemos reverter esses números negativos, principalmente pelas melhoras das exportações para os Estados Unidos após a queda da tarifa de 50% e na dinâmica do mercado interno, que está na BFSHOW fazendo bons negócios”, projetou. Segundo ele, com a recuperação esperada para a segunda parte do ano, a produção industrial poderá crescer até 1,4% (para mais de 859 milhões de pares). 

Ferreira também ressaltou o otimismo com relação aos Estados Unidos, após rumores de que existia a possibilidade de retorno das tarifas de importações locais para 30%. “Ontem conversei com o ministro Márcio Elias (MDIC), responsável pelas negociações com o governo dos Estados Unidos, e ele nos tranquilizou dizendo que essa tarifa não deve ser aplicada”, conta. “A continuidade da tarifa global de 10% nos deixa competitivos no mercado norte-americano, o principal destino do calçado brasileiro no exterior”, explicou. 

Importações predatórias

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