Dando a largada nas atividades que marcam a celebração do Mês da Indústria, o Sistema Fiergs reuniu convidados em sua sede nesta terça-feira (5). Na pauta, a entrega da medalha da Ordem do Mérito Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao presidente do Conselho de Administração do Grupo Panvel, Julio Mottin, reconhecido como personalidade importante para o desenvolvimento econômico do País pelo Laboratório Lifar, que supre a rede de farmácias e outros clientes.
Além disso, o lançamento de uma campanha institucional “A Indústria é Tri”, voltada ao fortalecimento da imagem da indústria gaúcha como geradora de desenvolvimento e prosperidade que impactam a vida da população. E também um projeto de educação do Sesi-RS voltado à formação de mão de obra.
O presidente do Sistema Fiergs, Cláudio Bier, celebrou a data e salientou a premiação a Mottin. “Foi um homem que começou com a barriga no balcão e fez seus negócios crescerem. Hoje ele está sendo homenageado aqui não por ser comerciante, mas pelo trabalho industrial, por ser um dos fundadores e diretores do laboratório farmacêutico”, afirma.
Já Mottin agradeceu a distinção e reforçou a importância de investir na indústria gaúcha. “Estamos com nosso laboratório, que hoje já é um dos maiores de cosmético do Rio Grande do Sul e faz toda a marca própria da Panvel”, apontou o empresário, que se diz bodegueiro de origem, mas que também se tornou industrialista.
Conforme Mottin, a Lifar fatura cerca de R$ 600 milhões por ano. Ele reforçou o sentimento de orgulho no trabalho com 12 mil funcionários no Grupo Panvel, e completou reafirmando a crença de que os avanços da medicina e dos remédios acessíveis à população são os principais fatores para que as pessoas vivam mais.
“Eu por exemplo fiz 80 anos há pouco tempo e me sinto um guri. E estou aqui todo ao lado do presidente Bier, e estamos os dois super bem”, brincou Mottin.
Sobre o ensino, o Sesi-RS entrevistou 1,5 mil jovens estudantes de instituições públicas de ensino e relatou que há, hoje, um temor diante do mercado de trabalho. A gerente de educação da entidade, Sônia Bier, destaca a necessidade de valorizar o aprendizado e o conhecimento técnico, e que há sim interesse dos jovens no trabalho industrial, mas que eles relatam não saber a fundo como ela funciona, e que é preciso, portanto, aprimorar a comunicação.
“Não falta vontade para trabalhar. Falta conexão com as escolas e oportunidades para que esse cruzamento seja feito”, afirma. Ela completa que é preciso levar a indústria às escolas. “Precisamos estar dentro para conseguir identificar e manter esses talentos”.
Na prática, o programa irá reunir 10 clubes de robótica com 1,8 mil alunos contemplados e 180 professores formados, com duração de maio a setembro, antes da disputa de torneios regionais. O intuito é aproximar os jovens e ensinar também aos professores o trabalho com uma tecnologia avançada para que, depois, eles repassem esse conhecimento em sala de aula.
Sobre a campanha “A Indústria é Tri”, a Fiergs reforça que a ideia do jargão é reafirmar a importância do setor através de uma expressão popular dos gaúchos e que ela será reforçada e veiculada ao longo do mês de maio.
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