O dólar manteve comportamento próximo da estabilidade nesta segunda-feira (20), encerrando em R$ 4,9742, menor valor de fechamento em dois anos, em sessão marcada por baixo volume devido à emenda de feriado no Brasil.
No exterior, a retomada das tensões no Oriente Médio e o bloqueio no Estreito de Ormuz reforçaram a cautela do mercado global, enquanto o petróleo subiu mais de 5%, favorecendo países exportadores como o Brasil.
Segundo a Mirae Asset, o estresse relacionado a Ormuz tem provocado apenas pequena volatilidade no real, reforçando sua resiliência e beneficiando ações de Petrobras e Prio.
Com mínima de R$ 4,9711 e máxima de R$ 4,9888, o dólar à vista caiu 0,18%, acumulando desvalorização de 3,95% no mês e 9,38% no ano frente ao real.
A expectativa de diferencial de juros ainda elevado, com ciclo menor de queda da Selic, contribui para a valorização do real, segundo a Azimut Brasil Wealth Management.
O boletim Focus indicou piora nas expectativas de inflação, com projeção do IPCA de 2026 subindo para 4,80%, acima do teto da meta, e avanço também nas estimativas para 2027.
Segundo avaliação de Marco Mecchi, o choque do petróleo e a desancoragem das expectativas são fatores que preocupam o Banco Central.
Apesar disso, o real tem mostrado resiliência frente ao dólar global (DXY) nos últimos 45 dias, com expectativa da BGC Liquidez de estabilidade entre R$ 4,97 e R$ 4,98 no curto prazo.