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Publicada em 15 de Abril de 2026 às 14:52

Projeção de déficit primário de 2026 passa de R$ 65,959 bi para R$ 59,019 bi no Prisma Fiscal

Governo central reduz previsão de déficit com novas medidas fiscais

Governo central reduz previsão de déficit com novas medidas fiscais

José Cruz/Agência Brasil/Divulgação/JC
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Agências
A mediana das estimativas captadas pelo Prisma Fiscal para o déficit primário do Governo Central em 2026 diminuiu de R$ 65,959 bilhões em março para R$ 59,019 bilhões em abril. A estimativa intermediária para 2027 cedeu de R$ 56,212 bilhões para R$ 50,359 bilhões. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda nesta quarta-feira (15). A coleta dos dados foi fechada no 5º dia útil de abril.

A meta fiscal é de superávit de 0,25% porcentual do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, com tolerância de 0,25 ponto.

O governo negociou com o Congresso maneiras de obter a arrecadação necessária para fechar o orçamento deste ano. No fim de 2025, aprovou um corte linear nos benefícios tributários do governo e ampliou a tributação sobre apostas eletrônicas, fintechs e Juros sobre Capital Próprio (JCP).

A norma promove um corte linear nos incentivos fiscais e deve gerar arrecadação superior aos R$ 20 bilhões estimados como necessários para auxiliar o cumprimento da meta fiscal de 2026, que prevê superávit de R$ 34,3 bilhões.

Os economistas do mercado consultados pela SPE reduziram as estimativas para a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) como proporção do Produto Interno Bruto (PIB). A mediana para o fim de 2026 saiu de 83,41% em março para 83,28% em abril. A projeção para 2027 saiu de 86,75% para 86,60%. A estimativa intermediária do Prisma Fiscal para o déficit nominal do governo central este ano caiu, saindo de R$ 1,039 trilhão para R$ 1,016 trilhão.

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