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Publicada em 13 de Abril de 2026 às 16:38

Mercado literário está mais acessível para editoras e autores independentes

 "A 71ª Feira do Livro de Porto Alegre, no ano passado, registrou mais de 245 mil livros vendidos, um crescimento de 16,9%", destaca a presidente.

"A 71ª Feira do Livro de Porto Alegre, no ano passado, registrou mais de 245 mil livros vendidos, um crescimento de 16,9%", destaca a presidente.

FABIOLA CORREA/JC
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Emilly Rodrigues
Emilly Rodrigues
Segundo a última pesquisa da CBL (Câmara Brasileira do Livro), o mercado literário brasileiro sofreu algumas alterações que impactaram sua relevância e o tornaram mais acessível para os profissionais relacionados à produção e impressão de obras literárias. No ano de 2024, havia cerca de 51 mil estabelecimentos no setor editorial e livreiro, gerando 70 mil empregos formais em todo o Brasil.

As editoras, por exemplo, apresentaram um crescimento nominal de 3,7% nas vendas ao mercado, produzindo 366 milhões de exemplares, entre eles 361 milhões de exemplares impressos, gerando um faturamento de R$ 6,6 bilhões - R$ 4,2 bilhões para o mercado e R$ 2,4 bilhões para o governo.

Com o crescimento das editoras independentes e a autopublicação de autores, o Rio Grande do Sul apresentou um crescimento na produção de obras inéditas. “Iniciativas de incentivo, feiras, festivais e o engajamento de comunidades leitoras têm contribuído para ampliar esse movimento”, explica Roseni Kohlmann, presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro. “A 71ª Feira do Livro de Porto Alegre, no ano passado, registrou mais de 245 mil livros vendidos, um crescimento de 16,9%”, destaca a presidente.

A evolução da tecnologia e as oscilações econômicas ampliaram os meios de produção, impressão e divulgação do livro de diferentes formas, tanto no meio impresso quanto no digital. "Houve oscilações importantes nos últimos anos. O aumento no custo do papel e de outros insumos impactou diretamente a produção editorial, o que se refletiu nos orçamentos", reforça a presidente. Essas alterações possibilitaram que editoras e autores independentes reinventassem as formas de publicar suas obras. Assim, o mercado se tornou mais competitivo.

Roseni afirma que essa maior acessibilidade traz o desafio de destacar-se em meio a um volume crescente de obras, o que também é relatado por Mateus Spalding, diretor da Editora Metamorfose. “O maior desafio de uma editora sempre é a distribuição, fazer o livro chegar mais longe, em lugares diversos. Acabamos ficando sempre presos a feiras locais, iniciativa dos autores ou trabalhos digitais.

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