Para a solução do gás argentino funcionar perfeitamente no Polo de Triunfo, o presidente do Sinplast-RS, Alfredo Schmitt, reforça que é preciso ter uma condição logística adequada. No momento, ele crê que a escolha pela hidrovia parece ser a melhor opção e destaca que o modal necessita ser preservado.
Durante a II Jornada da Mentalidade Marítima – Infraestrutura Aquaviária, realizada no começo deste mês, em Porto Alegre, o gerente de Relações Institucionais da Braskem, Daniel Fleischer, destacou a importância estratégica da hidrovia que conecta o terminal Santa Clara, no Polo de Triunfo, com o porto do Rio Grande, onde a empresa tem um terminal. “Qualquer incidência, qualquer problema que tivermos ao longo desses 400 quilômetros de navegação, poderá impactar em alguma situação indesejável, como a parada do polo petroquímico”, adverte o dirigente.
Fleischer reforça que o complexo foi planejado e construído já pensando na utilização do modal aquaviário. Ele lembra que o terminal Santa Clara, que tem sete quilômetros de extensão, fica situado no Rio Jacuí, que desemboca na Lagoa dos Patos, conectando-se a Rio Grande.
O gerente de Relações Institucionais salienta que a indústria petroquímica nacional passa por um momento delicado, de sobrevivência do negócio, devido à concorrência internacional. “Esses produtos vêm aqui para o Brasil afetando drasticamente o mercado, os empregos, a balança comercial e a arrecadação de tributos estaduais e federais”, enfatiza.
Isso, aponta Fleischer, explica a busca da Braskem por novas alternativas de matérias-primas mais baratas, para ter mais competitividade com seus produtos. Ele acrescenta que a Argentina quer melhorar a sua própria economia colocando o gás de Vaca Muerta no mercado brasileiro.
“Então, temos uma grande oportunidade para desenvolver diversas cadeias industriais, em especial, a petroquímica do Rio Grande do Sul. Mas, precisa de uma atenção especial para que a hidrovia seja cada vez mais utilizada com eficiência, com uma dragagem constante e sistemática para que se possa ter confiabilidade no transporte de matérias-primas”, assinala o integrante