Para a conclusão das obras das alças de acesso e outras melhorias na infraestrutura da segunda ponte do Guaíba, mais de 800 famílias das vilas Tio Zeca, Areia e Cobal serão removidas do entorno da estrutura no prazo de até 180 dias, segundo o Departamento Municipal de Habitação (Demhab). Um acordo entre os governos municipal e estadual resultou na implementação do benefício chamado "Estadia Ponte", um subsídio de R$ 1 mil por família, destinado a quem ainda não recebeu a chave do seu imóvel pelo programa Compra Assistida.
O diretor-presidente do Demhab, André Machado, disse que o governo estadual fará o repasse de R$ 9 milhões para o município administrar o pagamento do benefício, enquanto o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) ficará responsável pela demolição das moradias e do comércio na região. "Das 870 famílias no processo, a metade já está no Compra Assistida, e a previsão é que a desocupação total leve cerca de 180 dias, permitindo que o Dnit avance na conclusão das obras", destaca.
Segundo Machado, o Dnit já começou a realizar a demolição das casas que foram divididas em 16 lotes. Os lotes 1 e 2 já foram demolidos. A pedido do Departamento, o Demhab trabalha na negociação com as famílias dos lotes 3, 4 e 13, porque esses locais são prioritários para o avanço das obras.
Segundo Machado, o Dnit já começou a realizar a demolição das casas que foram divididas em 16 lotes. Os lotes 1 e 2 já foram demolidos. A pedido do Departamento, o Demhab trabalha na negociação com as famílias dos lotes 3, 4 e 13, porque esses locais são prioritários para o avanço das obras.
Em nota, o Dnit informa que são estimados 18 meses para a conclusão das obras, após o início efetivo dos trabalhos. Conforme o departamento, se for considerada a execução do sistema de proteção dos pilares dos vãos centrais — Dolfins, que integram a futura contratação —, o prazo total deverá ser de 30 meses.
Para a conclusão das obras inicialmente pactuadas, restam a construção de três ramos de acesso da nova ponte do Guaíba, na interseção com a BR-116/290, a Freeway, e serviços de pavimentação, acabamento e sinalização nesses ramos e em parte dos outros ramos já construídos. As obras da nova ponte encontram-se com aproximadamente 90% dos serviços executados. O valor investido foi de aproximadamente R$ 800 milhões.
O departamento destaca que a continuidade das obras depende do processo de realocação das famílias, que já está em andamento. As ações estão sendo executadas pela Caixa Econômica Federal em conjunto com a prefeitura de Porto Alegre, a Justiça Federal e o Ministério Público Federal. O Dnit, segundo o documento, assumiu a responsabilidade pela demolição das edificações, limpeza, remoção e recuperação da área após a realocação das famílias. Nesse sentido, já foi contratada a empresa que irá realizar os serviços.
A futura contratação para conclusão das obras da nova ponte do Guaíba contemplará, além dos serviços remanescentes, a implantação dos sistemas de proteção dos pilares dos vãos centrais e a implantação de um novo acesso à Ilha Grande dos Marinheiros.
Alças de acesso da nova ponte do Guaíba na zona Norte de Porto Alegre não estão acabadas
TÂNIA MEINERZ/JC