O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta sexta-feira (10), que desde o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), a participação do crédito imobiliário no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro praticamente dobrou. Ainda assim, afirmou que o crédito imobiliário do Brasil está abaixo de países pares por questões estruturais, com o Chile tendo crédito quase três vezes maior, por exemplo.
Entre as questões estruturais, o presidente do BC citou que a limitação da fonte de recursos (funding) restringe o crescimento do crédito imobiliário, gerando uma tendência de queda.
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Galípolo, então, agradeceu ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, por ter solicitado uma mudança estrutural, e não paliativa, para o crédito imobiliário. "Eu preciso aqui agradecer ao presidente Lula, que desde o primeiro momento disse: 'Eu não quero uma solução paliativa, eu não quero uma solução que a vida das pessoas vai melhorar em um momento para, em seguida, darmos passos para trás. Eu quero uma mudança estrutural, eu quero uma solução estrutural'", afirmou o presidente do BC.
As declarações foram feitas em discurso durante cerimônia de lançamento, em São Paulo, do novo modelo de crédito imobiliário.