Porto Alegre,

Anuncie no JC
Assine agora

Publicada em 09 de Outubro de 2025 às 11:29

Dólar abre em queda após derrubada de MP de impostos

Às 9h13min, a moeda americana caía 0,19%, aos R$ 5,333

Às 9h13min, a moeda americana caía 0,19%, aos R$ 5,333

Arte/JC
Compartilhe:
Agências
O dólar abriu em baixa nesta quinta-feira (9) após o Congresso definir o arquivamento da MP (Medida provisória) sobre taxação de aplicações financeiras, em uma dura derrota para o governo Lula na noite de quarta-feira (8). Às 9h13min, a moeda americana caía 0,19%, aos R$ 5,333, em sintonia com o recuo da moeda norte-americana no exterior.
O dólar abriu em baixa nesta quinta-feira (9) após o Congresso definir o arquivamento da MP (Medida provisória) sobre taxação de aplicações financeiras, em uma dura derrota para o governo Lula na noite de quarta-feira (8). Às 9h13min, a moeda americana caía 0,19%, aos R$ 5,333, em sintonia com o recuo da moeda norte-americana no exterior.
A Câmara dos Deputados impôs uma derrota ao governo Lula e retirou de pauta a MP (medida provisória) de aumento de impostos. Na prática, a decisão enterra de vez a medida, que o governo considerava importante para sustentar a arrecadação e reduzir despesas obrigatórias em 2026, ano eleitoral.
Um requerimento de retirada de pauta foi aprovado por 251 votos a 193. A votação ocorreu na noite desta quarta-feira (8), último dia de vigência da MP, que agora perderá validade. A derrubada da medida deve causar um bloqueio nas despesas de 2025, incluindo emendas parlamentares, e obrigar um ajuste de R$ 35 bilhões no PLOA (projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2026.
Na quarta, a moeda americana fechou em queda de 0,14%, a R$ 5,342, e a Bolsa subiu 0,55%, a 142.145 pontos. O foco do mercado esteve voltado à votação da MP (Medida Provisória) dos Impostos no Congresso Nacional e à ata da última reunião do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos).
A MP visa garantir ganhos de R$ 35 bilhões no próximo ano, afastando o risco de uma crise nas contas públicas. A votação impôs novamente a questão fiscal nas mesas de operação. Ainda, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou na terça que uma proposta de zerar a tarifa de ônibus deve integrar a campanha de reeleição do presidente Lula no próximo ano.
Um estudo técnico sobre a viabilidade da medida está em andamento. "Nós estamos fazendo, neste momento, uma radiografia do setor a pedido do presidente Lula. Ele sabe que esse tema é importante para os trabalhadores, para o meio ambiente e para a mobilidade urbana", disse Haddad.
À espera do resultado da votação, o mercado pesa a ata da última reunião do Fed. No encontro de setembro, o comitê optou por cortar os juros em 0,25 ponto percentual, levando a taxa à banda de 4% e 4,25%, no que foi a primeira redução do ano.
O documento mostrou que os dirigentes viram riscos o suficiente no mercado de trabalho para justificar um corte, mas muitos continuaram cautelosos em relação à inflação alta. "A maioria dos participantes observou que era apropriado mudar a taxa básica em direção a uma configuração mais neutra, porque eles julgaram que os riscos de baixa para o emprego haviam aumentado."
Ao mesmo tempo, "a maioria também enfatizou os riscos de alta em suas perspectivas para a inflação, apontando para leituras de inflação que se afastam ainda mais de 2%, incerteza contínua sobre os efeitos das tarifas" e outros fatores. O resultado foi que, embora "a maioria tenha julgado que provavelmente seria apropriado afrouxar ainda mais a política monetária durante o restante deste ano", o cronograma e o ritmo de novos movimentos permaneceram em aberto.
A paralisação do governo dos Estados Unidos, porém, limita a visibilidade do Fed sobre o estado da economia, uma vez que as agências federais estão suspendendo as divulgações de relatórios até o financiamento normalizar.
O relatório de emprego "payroll", por exemplo, é uma das métricas mais importantes para o Fed e teve sua divulgação, antes prevista para sexta-feira passada, adiada indefinidamente. À medida que a reunião de política monetária no final do mês se aproxima, marcada para os próximos dias 28 e 29, as autoridades do Fed continuam sem acesso às estatísticas essenciais para tomar uma decisão.

Notícias relacionadas