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Publicada em 07 de Outubro de 2025 às 15:48

Vice-governador do RS espera negociação rápida entre Brasil e Estados Unidos

Vice-governador Gabriel Souza, o economista Aod Cunha, e Anderson Cardoso, conselheiro da ACPA participaram do Menu POA

Vice-governador Gabriel Souza, o economista Aod Cunha, e Anderson Cardoso, conselheiro da ACPA participaram do Menu POA

Dani Barcellos/Especial/JC
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Cláudio Isaías
Cláudio Isaías Repórter
O tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros, a primeira conversa entre Lula e Trump e a implementação da reforma tributária foram questões discutidas no Menu POA da Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA) realizado nesta terça-feira (7) no Palácio do Comércio. Com o tema "O futuro do RS diante do novo cenário global", o evento reuniu o vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza, o economista Aod Cunha, e Anderson Trautman Cardoso, sócio fundador do Souto Correa Advogados.
O tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros, a primeira conversa entre Lula e Trump e a implementação da reforma tributária foram questões discutidas no Menu POA da Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA) realizado nesta terça-feira (7) no Palácio do Comércio. Com o tema "O futuro do RS diante do novo cenário global", o evento reuniu o vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza, o economista Aod Cunha, e Anderson Trautman Cardoso, sócio fundador do Souto Correa Advogados.
Sobre a negociação entre os o Brasil e os EUA, o vice-governador disse que tem esperança em um cenário melhor para o Brasil e para o Rio Grande do Sul. "A negociação é fundamental. Infelizmente, chegamos em um nível de radicalização na política, o que acabou contaminando as relações diplomáticas com os Estados Unidos", comenta. Souza diz que o RS é um dos estados mais atingidos do país pelas tarifas pesadas aplicadas aos produtos brasileiros. "Tivemos uma queda abrupta das exportações para os Estados Unidos em virtude do tarifaço. Então, é fundamental que o Brasil consiga ter essa negociação", comenta.
Souza disse, ainda, esperar que a negociação das tarifas aos produtos brasileiros ocorra o mais rápido possível. "Nós precisamos trabalhar para proteger os setores produtivos do Rio Grande do Sul", ressalta. O vice-governador afirma que existem setores na sociedade brasileira que misturam ideologias, questões pessoais e política nacional e que torcem para que a situação piore. "Esse boicote ao Brasil acaba por prejudicar a população e a nossa economia", comenta.
O economista Aod Cunha destaca que os Estados Unidos são um parceiro importante para o Brasil e os norte-americanos não têm déficit com o Brasil, conforme a alegação utilizada para o tarifaço. "Está parecendo que é muito mais um atrito do ponto de vista político do que uma justificativa econômica  comercial", ressalta. O ex-secretário estadual da Fazenda elogia o fato do clima entre os dois países estar mais amistoso. "É importante porque o Brasil e os Estados Unidos têm muitos interesses em conjunto e que podem até ser expandidos do ponto de vista comercial, inclusive na área de tecnologia", comenta. Aod Cunha disse que espera que seja um primeiro sinal de um ambiente mais favorável na relação entre Brasil e Estados Unidos.
Para Anderson Cardoso, o desafio do Rio Grande do Sul é ainda maior porque o Estado passou por uma tragédia climática em 2024. "A segunda calamidade são as tarifas dos Estados Unidos que se agregam à questão climática e causam prejuízos aos empreendedores gaúchos", explica. Cardoso destaca ainda os desafios voltados à reforma tributária. "Vimos a saída de muitos empreendedores do Estado por todos esses movimentos. É fundamental que o Rio Grande do Sul retome a atividade produtiva e atratividade para os empreendedores", acrescenta.
A presidente da ACPA, Suzana Vellinho Englert, ressalta que o futuro do Rio Grande do Sul dependerá da  habilidade do Estado em dialogar com o mundo, bem como de atrair investimentos, valorizar a educação e a ciência. "É preciso fortalecer a cooperação entre setor público e privado e, sobretudo, de acreditar no potencial de quem constrói diariamente o Estado", acrescenta. 

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