Enquanto a maior parte das discussões que envolvem o governo passa pelo IBS, que substituirá o ICMS, as empresas dão conta de outro imposto, a Contribuição Sobre Bens e Serviço (CBS), que unifica o Programa de Integração Social (PIS) e a Cofins. A transição para esse novo imposto ocorrerá de forma gradual entre 2026 e 2033. As empresas que não conseguirem cumprir com as novas obrigações fiscais do ano-teste de 2026, pelo texto-base aprovado pelo Senado, serão intimadas a resolver as pendências antes que uma multa seja imposta definitivamente. Assim, será dado um prazo de 60 dias para que o pedido seja atendido e, em caso de cumprimento, a penalidade será extinta.
"A forma como construímos a reforma tributária no momento da regulamentação e da implementação, com diálogo com empresas e com a sociedade está facilitando muito (a preparação das empresas). Não vamos avisá-los depois do sistema estar pronto e, sim, estamos construindo com eles. Estou bastante animado e estimulado de que vai ser um sucesso essa reforma tributária", considerou o secretário especial da Receita Federal do Brasil, Robinson Barreirinhas.
Além da criação dos novos impostos e da criação do Comitê Gestor, um terceiro ponto nevrálgico da reforma tributária é a criação de um novo sistema de pagamentos. A ideia é que ele reduza a sonegação e aprimore a cobrança de impostos. Um dos módulos da plataforma, o split payment, permitirá que o valor dos tributos seja direcionado em tempo real para o governo, estados e municípios, mas sua implementação tem sido um dos principais alvos de críticas por parte do empresariado. "É um tipo de temor em que há sempre duas coisas. Uma, é a ansiedade natural de quando há algo novo. Mas tem também aquelas pessoas que estão de má-fé e querem gerar ansiedade por interesses escusos. Mas vamos ter um prazo de transição para isso também e vai passar a valer mesmo a partir de 2027 nas operações entre fornecedores e outras empresas, no varejo vai ficar para depois", explicou Barreirinhas.