Porto Alegre,

Anuncie no JC
Assine agora

Publicada em 23 de Setembro de 2025 às 14:21

Ministro diz que Brasil deve 'remodelar' setor nuclear

O ministro de Minas e Energia disse que a próxima reunião do CNPE será no dia 31 de outubro, quando deve ser discutida a retomada de Angra 3

O ministro de Minas e Energia disse que a próxima reunião do CNPE será no dia 31 de outubro, quando deve ser discutida a retomada de Angra 3

Wilson Dias/Agência Brasil/JC
Compartilhe:
Agências
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse ontem que o governo deve "remodelar" o setor nuclear brasileiro, em proposta que será apresentada em breve. Ele relatou conversas com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, e com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse ontem que o governo deve "remodelar" o setor nuclear brasileiro, em proposta que será apresentada em breve. Ele relatou conversas com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, e com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
A ideia, que deve envolver as estatais do setor nuclear, será apresentada no Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
"É um trabalho que nós vamos fazer e eu espero que nos próximos cinco anos, liderado pelo presidente Lula, possamos entregar um setor nuclear robusto, com energia limpa, segura, avançando na transição energética", declarou Silveira, em conversa com jornalistas.
O ministro de Minas e Energia disse que a próxima reunião do CNPE será no dia 31 de outubro. Ele adiantou, na conversa com jornalistas, que a discussão sobre a retomada de Angra 3 deverá entrar na pauta.
O presidente Lula tem participado das últimas reuniões do Conselho de assessoramento da presidência no setor energético. Como mostrou a Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a indefinição sobre a usina de Angra 3 é motivo de frustração de técnicos de diferentes áreas do governo.
Os técnicos ouvidos ressaltam que os custos da obra parada seriam um "aluguel sem retorno" próximo de R$ 100 milhões por mês.
Para as mesmas fontes, a decisão já deveria ter sido tomada. São cerca de 11.500 equipamentos em Angra 3 e R$ 12 bilhões aportados desde 2009.

Notícias relacionadas