A partir dos painéis fotovoltaicos, é necessário aproximadamente um dia para fazer a carga completa do veículo, o que lhe permite uma autonomia teórica de 220 quilômetros. O professor informa que, em dias chuvosos, o carro também pode ser recarregado de maneira convencional, plugado em uma estação de carga de veículos elétricos.
A iniciativa foi criada em 2022, já tendo passado por 43 países. Há cerca de uma semana, chegaram ao Uruguai e, depois de passar na capital gaúcha, vão seguir por outros estados brasileiros, com o plano de ir até Belém, no Pará, onde acontecerá a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), em novembro. Durante o percurso, o veículo irá parar em lugares como escolas e universidades para realizar eventos semelhantes ao que será feito em Porto Alegre. Nessas paradas, serão realizadas palestras quanto às soluções ecológicas e técnicas do veículo.
Para Gasparin, a mobilidade elétrica é um caminho sem volta, mas ainda há alguns desafios a serem superados. No Brasil, particularmente, ele cita a necessidade de uma ampliação da estrutura de recargas desses veículos nas estradas. Contudo, o professor enfatiza que a iniciativa apresenta vantagens como reduzir os impactos ambientais, principalmente nos ambientes urbanos. “O ar das cidades fica melhor”, salienta o professor.