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Publicada em 13 de Setembro de 2025 às 14:14

Emprego no comércio Brasil-China cresce mais que nas demais parcerias

(Mdic), aponta que a relação comercial entre os dois países tem gerado mais empregos formais do que os vínculos estabelecidos com outros parceiros tradicionais

(Mdic), aponta que a relação comercial entre os dois países tem gerado mais empregos formais do que os vínculos estabelecidos com outros parceiros tradicionais

CHINA OUT/AFP PHOTO/JC
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Agência Brasil
A parceria econômica entre Brasil e China vem se consolidando como uma das mais relevantes para o mercado de trabalho brasileiro. Um levantamento divulgado na semana passada pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), aponta que a relação comercial entre os dois países tem gerado mais empregos formais do que os vínculos estabelecidos com outros parceiros tradicionais da economia nacional.
A parceria econômica entre Brasil e China vem se consolidando como uma das mais relevantes para o mercado de trabalho brasileiro. Um levantamento divulgado na semana passada pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), aponta que a relação comercial entre os dois países tem gerado mais empregos formais do que os vínculos estabelecidos com outros parceiros tradicionais da economia nacional.
De acordo com o estudo Análise Socioeconômica do Comércio Brasil-China, entre 2008 e 2022 o número de empregos ligados às exportações brasileiras para a China cresceu 62%, ritmo superior ao registrado com os Estados Unidos (32,3%), o Mercosul (25,1%), a União Europeia (22,8%) e demais países da América do Sul (17,4%).
O levantamento revela ainda que o comércio importador com a China também tem contribuído de forma expressiva para o mercado de trabalho, com aumento de 55,4% nos postos de trabalho ligados a essas atividades no mesmo período. Nesse quesito, a parceria com os chineses superou de longe a expansão observada em outros blocos e países, como América do Sul (21,7%), União Europeia (21%), Estados Unidos (8,7%) e Mercosul (0,3%).
Os dados mostram que, em 2022, as atividades relacionadas às importações vindas da China alcançaram a liderança na geração de empregos no Brasil, com mais de 5,567 milhões de postos de trabalho. Pela primeira vez desde o início da série histórica, em 2008, o comércio sino-brasileiro assumiu o topo do ranking, ultrapassando a União Europeia, que aparece logo em seguida. No setor exportador, a parceria com os chineses também tem papel de destaque: mais de 2 milhões de empregos formais estavam ligados às vendas brasileiras destinadas ao mercado chinês naquele ano.
Apesar do crescimento expressivo, em termos absolutos, o comércio exportador com a China ainda ocupa posições abaixo de outros parceiros. Os números indicam que as exportações para o Mercosul são responsáveis por 3,8 milhões de postos de trabalho, seguidas pela União Europeia (3,6 milhões), América do Sul (3,5 milhões) e Estados Unidos (3,4 milhões). Mesmo assim, os especialistas destacam que a expansão acelerada no vínculo com os chineses revela um movimento consistente de diversificação do mercado de trabalho brasileiro, ampliando a influência da parceria entre os dois países.
O CEBC, instituição sem fins lucrativos que promove o diálogo entre empresas brasileiras e chinesas, reforça no estudo que os dados confirmam a relevância da China não apenas como principal destino das exportações nacionais, mas também como importante vetor de geração de emprego e renda no país. O relatório considera como integrantes do Mercosul a Argentina, o Paraguai e o Uruguai.
Segundo o documento, os resultados obtidos ao longo de 14 anos evidenciam que a relação comercial entre Brasil e China transcende o simples movimento de mercadorias, representando um fator estratégico para o desenvolvimento socioeconômico brasileiro.
Fonte: Agência Brasil

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