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Publicada em 08 de Setembro de 2025 às 18:01

Brasil busca novos mercados e discute tarifaço no exterior

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Ana Stobbe
Ana Stobbe Repórter


O governo federal tem trabalhado na busca por novos mercados para escoar a produção brasileira diante das altas tarifas norte-americanas. Uma das negociações que têm avançado é com a União Europeia. A proposta do acordo Mercosul-União Europeia já foi enviada à Comissão Europeia para aprovação e, após ligação telefônica com a presidente do órgão europeu, Ursula von der Leyen, no dia 5 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) espera que a assinatura aconteça no fim deste ano, na Cúpula do Mercosul que acontecerá no Brasil.
O Planalto e seus representantes também têm reclamado da política tarifária dos EUA em organismos internacionais. Foi o caso da reunião virtual da cúpula do Brics nesta segunda-feira (08), quando Lula criticou as sanções dos Estados Unidos. "Nossos países se tornaram vítimas de práticas comerciais injustificadas e ilegais. A chantagem tarifária está sendo normalizada como instrumento para conquista de mercados e para interferir em questões domésticas”, considerou o presidente brasileiro.
O embaixador do Brasil, consultor da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, também comentou o tema ao defender a indústria brasileira durante audiência pública no Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos realizada em Washington no dia 3 de setembro. Na ocasião, ele apresentou argumentos para serem juntados à apuração conduzida pelo órgão, com base na Seção 301 da Lei de Comércio, que permite investigar se políticas ou práticas de outros países são injustas, discriminatórias ou restritivas ao comércio norte-americano.
No caso do Brasil, a investigação foi aberta em 15 de julho e abrange temas como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais. Azevêdo afirmou que os comentários por escrito apresentados pela CNI demonstram claramente que o Brasil não adotou atos, políticas ou práticas injustificáveis e que tenham onerado ou restringido o comércio dos EUA.
 

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