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Publicada em 08 de Setembro de 2025 às 18:01

Exportação aos Estados Unidos cai em agosto

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Ana Stobbe
Ana Stobbe Repórter
 
 
Agosto foi o primeiro mês a ter os impactos do tarifaço visíveis, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). No nível nacional, as exportações para os Estados Unidos caíram 18,5% em relação a agosto de 2024, uma redução de US$ 2,762 bilhões.
Os índices contrariam a tendência de alta na venda de produtos para o país observada de janeiro a agosto, quando o aumento foi de 1,6%. Mesmo com as quedas de exportações a um dos principais parceiros comerciais do Brasil, a balança comercial brasileira registrou um superávit em agosto, com as exportações superando as importações.
O Rio Grande do Sul também teve impactos observáveis. Ao comparar o comércio estadual no mesmo período, é possível identificar um recuo de 18,6% nas exportações aos americanos, que caíram de US$ 159 milhões para US$ 129,4 milhões. Os Estados Unidos são, atualmente, o terceiro principal receptor dos produtos que saem do solo gaúcho que, apesar dos índices negativos, também registrou superávit na balança comercial.
Os dados, apresentados pelo diretor de estatísticas e estudos de comércio exterior do Mdic, Herlon Brandão, refletem, de acordo com ele, a antecipação dos embarques de exportações em julho, mas também têm algum impacto das sobretaxas. À época, empresas buscavam se adiantar para escoar seus produtos antes que as tarifas fossem oficializadas.
Em solo gaúcho, entretanto, a Portos RS afirmou à reportagem do Jornal do Comércio no início de agosto que não foram registradas alterações no volume de embarques em julho no Porto do Rio Grande, um dos principais centros logísticos de escoamento da produção estadual. 
Quem cresceu diante da redução das exportações para os Estados Unidos foi a China, principal parceira comercial internacional do Rio Grande do Sul. Comparando agosto de 2025 com o mesmo mês do ano passado, o país asiático importou 53% a mais do Rio Grande do Sul, sendo a nação que mais cresceu nesse aspecto. O Brasil, por sua vez, exportou 29,9% no mesmo período.
 

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