Muita da geração de energia da China está atrelada à operação de termelétricas, entre as quais as usinas a carvão, e por isso a tecnologia de captura de CO2 de empreendimentos como esses, ocasionando como subproduto fertilizantes, é muito importante para esse país. Para o engenheiro florestal e coordenador do Plano ABC+RS da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, Jackson Brilhante, alternativa semelhante pode ser adotada no Estado pela termelétrica de Candiota 3.
Ele considera que a produção de fertilizantes é uma excelente oportunidade para o Estado. “São praticamente (em solo gaúcho) 9 milhões de hectares, com culturas (agrícolas) anuais, que demandam uma enorme quantidade de fertilizantes”, aponta Brilhante. Essa situação pode, avalia ele, reduzir custos para o agricultor gaúcho ao permitir acesso a uma produção local de fertilizantes.
Brilhante revela que o governo estadual já solicitou à União a participação no conselho nacional que discute a questão dos fertilizantes no País. “O Rio Grande do Sul quer ter uma participação mais ativa nesse tema”, afirma o integrante da secretaria da Agricultura.
Ele enfatiza que o Estado constantemente é atingido por secas e, se for possível gerar insumos da cadeia agrícola de maneira local, isso permitirá atenuar esses impactos e contribuirá para que o produtor rural gaúcho mantenha sua produtividade. A aplicação de fertilizantes, assim como outras ações, como a irrigação, pode colaborar com a estabilidade produtiva dos empreendedores vinculados ao agronegócio. “Ter uma produção de matéria-prima dentro do Estado deixa menos vulnerável o produtor rural, tornando-o mais competitivo perante à produção de outras regiões”, conclui Brilhante.