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Publicada em 06 de Agosto de 2025 às 00:25

Triunfo registra perda de arrecadação de ICMS

Polo Petroquímico Triunfo

Polo Petroquímico Triunfo

/Divulgação Braskem/JC
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Jefferson Klein
Jefferson Klein Repórter
A ociosidade do polo petroquímico gaúcho já está refletindo na receita de Triunfo. O secretário municipal da Fazenda, Rogério Pisetta, revela que a estimativa de arrecadação de ICMS para a cidade, em 2025, é de R$ 105 milhões.
A ociosidade do polo petroquímico gaúcho já está refletindo na receita de Triunfo. O secretário municipal da Fazenda, Rogério Pisetta, revela que a estimativa de arrecadação de ICMS para a cidade, em 2025, é de R$ 105 milhões.
Se a previsão se confirmar, significará uma queda de cerca de 30% em relação ao resultado do ano passado, que já havia verificado uma redução de 16% em comparação a 2023.
Essas diminuições sucessivas são devidas, reitera Pisetta, ao recuo da produção do complexo petroquímico local. O vice-prefeito de Triunfo, Roniel Viegas, salienta que cerca de 90% da arrecadação do município, que tem cerca de 30 mil habitantes, é vinculada à operação do polo. A unidade emprega em torno de sete mil pessoas, sendo que aproximadamente duas mil são da cidade.
"Por enquanto só afetou a arrecadação, mas na hora que começar as demissões, aí o quadro ficará cada vez pior", assinala Viegas.
Por sua vez, o prefeito de Nova Santa Rita, Rodrigo Battistella, diz que o município está solidarizado com o problema vivido pelas indústrias químicas e ressalta que é um assunto que envolve o Estado todo.
"A gente sabe que o polo é grande, mas talvez perdemos um pouco da noção de quantas vidas, de quantas famílias, dependem dele e da Braskem (principal empresa do complexo)", comenta Battistella.
A opinião sobre a importância da estrutura é compartilhada pelo representante do Cofip. "Assim como lutamos lá atrás pela consolidação do polo petroquímico no Rio Grande do Sul, nós estamos dando o grito e levantando a voz para as condições de sustentabilidade desse polo no Estado", complementa Sidnei Anjos.
Já no País, a analista de Relações Institucionais da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Talia Felix, informa que o setor químico emprega mais de 2 milhões de pessoas direta e indiretamente. Além disso, representa 11% do PIB Industrial nacional e gera R$ 30 bilhões em tributos.
 

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