O próximo passo no processo é a apresentação do plano de recuperação, que será negociado com os credores. Juliana Biolchi, diretora-geral do escritório de advocacia Biolchi, diz que a recuperação judicial será essencial para viabilizar a reestruturação do Grupo Isdra e a manutenção das atividades das empresas. Para Artur Lopes, sócio da Iwer Capital, para que a operacionalidade do grupo - e os empregos diretos e indiretos - não fossem ameaçados, optou-se por um remédio jurídico mais assertivo que pudesse organizar e tratar o passivo das empresas. O administrador judicial José Paulo Japur informa que as empresas deverão apresentar o plano de recuperação judicial até o dia 22 de setembro, contemplando os meios de reestruturação. Em havendo objeção de credores, será convocada uma assembleia para deliberação.
Aprovado o plano em assembleia e homologado pela Justiça, a recuperação judicial será concedida e as empresas deverão cumprir com os termos acordados junto aos credores.
De acordo com a lista de credores apresentada pelas empresas, a dívida sujeita à recuperação judicial chega a R$ 567.177.492,99.
As empresas em conjunto declararam a existência de 1.165 funcionários, assim distribuídos: Astir (18), Fibraplac (494), Isdralit (299) e Platamon (354). A Administração Judicial desconhece notícias sobre futuras demissões.
As empresas ajuizaram tutela cautelar em caráter antecedente ao pedido de recuperação judicial no dia 15 de maio. Posteriormente, em 23 de junho, formularam o pedido principal de recuperação judicial, deferido pelo Poder Judiciário em 21 de julho. O administrador judicial explica que empresas seguirão funcionando regularmente, sob fiscalização enquanto perdurar o processo de recuperação judicial.