A energia solar também ganhou destaque na feira, com empresas apostando em tecnologias mais acessíveis e eficientes. A Descarboniza, de Maringá–PR, apresentou sistemas de geração, armazenamento e carregamento veicular, incluindo o BIPV, tecnologia em que o painel solar substitui o telhado tradicional.
“A energia solar já existe há algum tempo, mas agora está com tecnologias muito mais avançadas e com mais assertividade. A construção civil precisa estar integrada à geração limpa de forma estratégica, e essa tecnologia mostra isso na prática”, afirmou Júlia Peixoto Andrade, do setor de marketing da empresa.
A empresa faz parte de um grupo que inclui distribuidora própria, assistência técnica e uma Fintech — que oferece crédito para viabilizar projetos mesmo para quem não tem acesso a financiamentos bancários.
Já a Energia Própria, com sede em Arroio do Meio–RS, destaca sua atuação pioneira no estado. Fundada há 13 anos, realizou o primeiro projeto solar aprovado no RS e hoje oferece baterias de lítio e carregadores para veículos elétricos. “Muitos clientes querem economia, mas também independência energética. E há empresas buscando selos de sustentabilidade, que exigem geração própria”, comentou o diretor comercial Gustavo de Paula.
Mais mulheres na construção
A representatividade feminina no setor também teve destaque. O Instituto Mulher em Construção, comandado por Bia Kern, participa da Construsul há mais de uma década e atua na capacitação de mulheres para o mercado da construção civil. “A cada edição, vemos mais mulheres circulando, não só como visitantes, mas também como profissionais do setor. É muito importante que mais mulheres entrem nesse mercado, que está repleto de vagas e oportunidades”, afirmou Bia. A presença do instituto na feira reforça a necessidade de inclusão e igualdade em uma área historicamente dominada por homens, mas que tem se aberto para novos perfis profissionais.