Apesar de o carvão ser um dos principais destaques da mineração no Estado, o setor também apresenta outras possibilidades. O coordenador do Comitê da Indústria Mineral (Comin) da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Eduardo Machado, frisa que há três projetos que devem entrar em operação no Rio Grande do Sul, até 2028, que implicarão investimentos de mais de R$ 2 bilhões. Esses empreendimentos serão desenvolvidos nos municípios de Caçapava do Sul, São José do Norte e Lavras do Sul e envolvem minerais como fosfato, titânio e ouro.
Machado complementa que o solo gaúcho é rico também em materiais como cobre, potássio, terras raras, níquel, chumbo e manganês. O dirigente defende que seja constituído no Rio Grande do Sul um Plano Estadual de Mineração. "Um instrumento de planejamento para toda a cadeia da indústria mineral do Estado”, reforça o integrante da Fiergs.
Ele informa que a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), paga pelas empresas mineradoras, rendeu ao Rio Grande do Sul cerca de R$ 36 milhões no ano passado. Em torno de 30% desse total foi proveniente da atividade com o carvão.
Já o ex-ministro da Defesa e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo, considera que o Brasil constitui hoje a mais promissora fronteira mineral do planeta. "E o Rio Grande do Sul é uma província mineral importante", assinala Rebelo. De acordo com ele, a engenharia existe para aliar a proteção ambiental e o usufruto dessas riquezas.