Segundo o diretor de economia da CNI, um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) mostra que, em 15 anos, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro estará 12% maior do que ele estaria sem a reforma. "No caso da construção civil, o estudo da universidade aponta um aumento de 19,5% no PIB da construção", ressalta. Para Telles, a construção civil está entre os setores econômico mais beneficiados pela nova reforma tributária.
O presidente do Sinduscon/RS, Claudio Teitelbaum, disse que a reforma tributária carrega um gama de incerteza para o setor. "Essa nova reforma vai exigir um nível muito grande de controle interno e externo das empresas", comenta. Teitelbaum destaca ainda que existem os fatores interpretativos que parte são regionais e parte nacionais como o IBS e o CBS. "O impacto inicial que gente prevê com o novo sistema tributário é um aumento de carga tributária para o setor e como a gente está vendo ainda como se proteger", acrescenta.
Com a implementação da nova reforma tributária a partir do próximo ano, o coordenador de Assuntos Tributários Legais e Cíveis (Contec), Rafael Sacchi, destaca que terá que ser revisto a forma de entender a cadeia produtiva e a relação de consumo com os fornecedores. "Precisamos entender como será o rearranjo da cadeia produtiva. Muitos fornecedores terão que mexer no patamar dos seus preços até porque eles terão uma tributação diferente", comenta. Segundo Sacchi, a grande questão é como vai acontecer o rearranjo da cadeia produtiva em termos de produção, de preços e como vai impactar o setor da construção civil.