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Publicada em 15 de Maio de 2025 às 15:12

Consumo de bioplásticos deve crescer cerca de 18% ao ano até 2029

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Jefferson Klein
Jefferson Klein Repórter
Assim como a reciclagem, o emprego de biopolímeros, feitos de matérias-primas renováveis como o etanol da cana-de-açúcar, é outra estratégia que está sendo adotada para mitigar os impactos dos plásticos no mundo. O responsável pelo Polietileno de Fonte Renovável da Braskem para a América do Sul, Alex Duarte, adianta que a perspectiva é de que o uso dos bioplásticos no planeta cresça aproximadamente 18%, ao ano até 2029.
Assim como a reciclagem, o emprego de biopolímeros, feitos de matérias-primas renováveis como o etanol da cana-de-açúcar, é outra estratégia que está sendo adotada para mitigar os impactos dos plásticos no mundo. O responsável pelo Polietileno de Fonte Renovável da Braskem para a América do Sul, Alex Duarte, adianta que a perspectiva é de que o uso dos bioplásticos no planeta cresça aproximadamente 18%, ao ano até 2029.
Entre os segmentos da economia que devem puxar o incremento, Duarte cita as áreas automotiva, de cosméticos e alimentícia. “A humanidade está percebendo quanto estamos conectados e o Brasil vai fazer parte da solução”, avalia a executiva da Rede Empresarial Brasileira de Avaliação de Ciclo de Vida (ACV), Sônia Karin Chapman.
Contudo, a diretora de Sustentabilidade da Tetra Pak, Valéria Michel, complementa que o consumidor brasileiro, em geral, ainda não tem muito claro o que é um produto de origem renovável. Mesmo assim, ela salienta que o uso de biopolímeros está alinhado com a estratégia da Tetra Pak de atingir o net zero (meta de compensar ou eliminar as emissões de gases de efeito estufa na atmosfera) de suas operações até 2030 e na sua cadeia de valor (abrangendo a cadeia de clientes e fornecedores) até 2050. “É um caminho longo”, diz Valéria.
Sobre a possibilidade de elevar a produção de resinas plásticas renováveis no Brasil a partir do etanol, o especialista em bioeconomia Flavio Castellari assinala que não haveria grandes obstáculos para aumentar a oferta de álcool no Brasil. Ele cita que hoje apenas cerca de 1% do território brasileiro é dedicado ao plantio de cana-de-açúcar. Além de área para incrementar o desenvolvimento dessa cultura, Castellari ressalta que a tecnologia tem evoluído e elevado a produtividade. “Estamos indo para uma produção de 100 toneladas (de cana) por hectare”, afirma o especialista.

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