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Publicada em 05 de Maio de 2025 às 00:25

Trajetória da empresa ultrapassa Era Vargas, Segunda Guerra Mundial e duas enchentes

Loja tradicional do Centro Histórico da Capital, matriz da Foernges resiste no mesmo ponto, em prédio do século XIX

Loja tradicional do Centro Histórico da Capital, matriz da Foernges resiste no mesmo ponto, em prédio do século XIX

ISABELLE RIEGER/JC
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Ana Carolina Stobbe
Ana Carolina Stobbe Repórter
Em 1942, a Segunda Guerra Mundial estava a pleno vapor na Europa. Nesse contexto, o Brasil, sob o governo do gaúcho Getúlio Vargas, decidia ingressar no conflito apoiando os Aliados (grupo formado por França, Grã-Bretanha, Estados Unidos e União Soviética) na batalha contra o Eixo (Alemanha, Itália, Japão). Por isso, iniciou uma espécie de repressão governamental contra imigrantes das nacionalidades adversárias, proibindo, inclusive, que falassem seus idiomas originais.
Em 1942, a Segunda Guerra Mundial estava a pleno vapor na Europa. Nesse contexto, o Brasil, sob o governo do gaúcho Getúlio Vargas, decidia ingressar no conflito apoiando os Aliados (grupo formado por França, Grã-Bretanha, Estados Unidos e União Soviética) na batalha contra o Eixo (Alemanha, Itália, Japão). Por isso, iniciou uma espécie de repressão governamental contra imigrantes das nacionalidades adversárias, proibindo, inclusive, que falassem seus idiomas originais.
O Rio Grande do Sul, marcado pela imigração de alemães e italianos, acompanhava os ânimos da política varguista. E, em Porto Alegre, o impacto foi visto no comércio, que ainda buscava se recuperar da enchente de 1941, a segunda maior do Estado, superada apenas pela de 2024.
Naquele ano, um quebra-quebra generalizado irrompeu na Rua da Praia, gerado pela ira de populares contrários aos estabelecimentos dos alemães e italianos — ou geridos por seus descendentes. O movimento iniciou pela confeitaria Woltmann e nas Casas Lyra, com uma expansão posterior.
A Óptica Foernges estava na rota. Entretanto, uma figura apaziguou os ânimos e protegeu a óptica: o comandante da Brigada Militar Walter Peracchi Barcellos, que se tornaria governador do Estado em 1966. "Começaram a apedrejar, destruir e roubar todas as empresas com nome alemão. E o Peracchi Barcellos veio a cavalo com uma tropa, colocou aqui na frente (da loja) e não deixou ninguém apedrejar. É algo que (meus familiares) falavam muito. Temos que agradecer a ele por ter feito isso aqui na nossa empresa", relembra Bruno.

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