Porto Alegre,

Anuncie no JC
Assine agora

Publicada em 17 de Abril de 2025 às 00:25

Situação da malha tem afetado a competitividade do Estado

Compartilhe:
Jefferson Klein
Jefferson Klein Repórter
A competitividade do Estado, em longo prazo, está vinculada ao modal ferroviário para fazer o escoamento da sua produção, adverte o presidente da Frente Parlamentar das Ferrovias, deputado estadual Felipe Camozzato (Novo). Ele ressalta que o custo logístico do Brasil é de cerca de 12% do seu PIB e o Rio Grande do Sul, antes das enchentes, já se encontrava em um patamar de 21,5%.
A competitividade do Estado, em longo prazo, está vinculada ao modal ferroviário para fazer o escoamento da sua produção, adverte o presidente da Frente Parlamentar das Ferrovias, deputado estadual Felipe Camozzato (Novo). Ele ressalta que o custo logístico do Brasil é de cerca de 12% do seu PIB e o Rio Grande do Sul, antes das enchentes, já se encontrava em um patamar de 21,5%.
O parlamentar destaca que esse percentual aumentou após as cheias com a queda de pontes e estradas bloqueadas. Segundo o deputado, o contrato de concessão com a Rumo é "péssimo". Camozzato considera ser difícil conseguir uma requalificação da malha ferroviária gaúcha sem investimento público. "Embora eu, particularmente, não seja fã dessa alternativa", admite.
Uma das empresas impactadas com o cenário precário das ferrovias é a Braskem, que sem perspectiva de solução no curto prazo, decidiu retomar por via rodoviária o transporte do etanol de cana-de-açúcar, matéria-prima do eteno e polietileno verdes produzidos na unidade da companhia no Polo Petroquímico de Triunfo. A empresa passou a usar caminhões para garantir o abastecimento do etanol e a continuidade da operação da planta, acarretando em 1 mil viagens mensais.
O presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa, é outro que considera que está havendo um desrespeito da Rumo com o Rio Grande do Sul, pelo jeito que a concessionária vem tratando o modal ferroviário no Estado. "Para nós que defendemos concessões e privatizações como uma forma de melhoria para a sociedade, é especialmente doloroso ver uma concessão não atender ao interesse público e aos usuários", lamenta o dirigente.
O representante da Federasul acrescenta que é contrário a uma eventual prorrogação da concessão da Rumo. Procurada pela reportagem do Jornal do Comércio (JC), a assessoria de imprensa da Rumo informou que "dada a complexidade e abrangência da situação, a empresa segue em diálogo com o governo federal (poder concedente) e demais autoridades competentes do setor para avaliação conjunta do cenário".

Notícias relacionadas