Porto Alegre,

Anuncie no JC
Assine agora

Publicada em 26 de Fevereiro de 2025 às 01:25

Rotterdam conta com aproximadamente 1 mil casas de bomba

Cidade tem 40 vezes mais estruturas do que Porto Alegre, diz Vanuzzi

Cidade tem 40 vezes mais estruturas do que Porto Alegre, diz Vanuzzi

/Cesar Lopes/PMPA/jc
Compartilhe:
Jefferson Klein
Jefferson Klein Repórter
O número de casas de bomba da cidade holandesa de Rotterdam para combater inundações é algo que impressiona: cerca de 1 mil. "Quarenta vezes mais do que temos em Porto Alegre", compara o diretor-geral do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), Bruno Vanuzzi.
O número de casas de bomba da cidade holandesa de Rotterdam para combater inundações é algo que impressiona: cerca de 1 mil. "Quarenta vezes mais do que temos em Porto Alegre", compara o diretor-geral do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), Bruno Vanuzzi.
Ele acrescenta que o sistema em Rotterdam também é mais complexo do que o da capital gaúcha, envolvendo desde equipamentos de pequeno porte até grandes estações de bombeamento. Vanuzzi ressalta ainda que boa parte do esgoto do município europeu é misto. "Então, eles tratam todo esse esgoto, quando o tempo está seco, e quando há uma chuva maior, quando há uma inundação, eles deixam que esse excedente, já mais diluído, com menor poder contaminante, acabe indo para o rio", detalha o representante do Dmae. Vanuzzi e outros integrantes da comitiva gaúcha na Holanda visitaram ontem a autoridade da água do Delta Holandês, que é responsável pelo manejo da água de uma área de aproximadamente 1 mil quilômetros quadrados, abrangendo em torno de 875 mil habitantes. A entidade possui um orçamento anual de cerca de € 230 milhões (R$ 1,4 bilhão).
O consultor de políticas de gestão de água da instituição, Remco Belonje, enfatiza que há mais de uma medida que pode ser tomada no que diz respeito ao combate a enchentes. Uma delas é a precaução, que é desenvolvida por meio da construção de canais, diques e da instalação de equipamentos de bombeamento. Outra ação de prevenção é pensar o planejamento urbanístico levando em consideração as possibilidades de cheias. Em situações como essa, o que pode ser feito, por exemplo, é colocar prédios estratégicos, como hospitais, em lugares elevados.
Também é preciso estar preparado para se ter um gerenciamento de crises e fazer uma restauração de estruturas eventualmente destruídas de uma forma que essas edificações fiquem ainda mais resilientes. Por fim, ele também defende que é preciso desenvolver uma consciência sobre a água. "A água é uma amiga nossa, mas também temos que ter cuidado com os perigos que ela representa", aponta.
Em Rotterdam, a missão gaúcha pôde acompanhar estratégias urbanísticas para mitigar os reflexos de eventuais inundações. Um exemplo disso é uma meia quadra de basquete na rua que, se for tomada por um volume muito grande de água, funcionará como uma "bacia artificial" para amortecer a vazão do liquido, já que ela é rebaixada e parcialmente fechada. Outra medida adotada é deixar espaços do solo livres para que eles façam a drenagem da água.

Notícias relacionadas