Porto Alegre,

Anuncie no JC
Assine agora

Publicada em 25 de Fevereiro de 2025 às 01:25

'Não tirarei ninguém na marra', diz Melo sobre moradores das ilhas

pg3 Vereadores visital Ilhas de Porto Alegre - Foto Foto Candace Bauer CMPA
Visita ao bairro Arquipélago.

pg3 Vereadores visital Ilhas de Porto Alegre - Foto Foto Candace Bauer CMPA Visita ao bairro Arquipélago.

CANDACE BAUER/CANDACE BAUER/CMPA/JC
Compartilhe:
Jefferson Klein
Jefferson Klein Repórter
Conforme o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, a intenção é que não sejam adotadas medidas drásticas caso o plano urbanístico do bairro Arquipélago recomende deslocamentos de famílias de algumas áreas. "Não tirarei ninguém na marra, mas vou tentar ficar rouco de tanto convencer as pessoas que em determinado lugar não pode morar", afirma Melo.
Conforme o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, a intenção é que não sejam adotadas medidas drásticas caso o plano urbanístico do bairro Arquipélago recomende deslocamentos de famílias de algumas áreas. "Não tirarei ninguém na marra, mas vou tentar ficar rouco de tanto convencer as pessoas que em determinado lugar não pode morar", afirma Melo.
Ele salienta que as ilhas são um caso diferente do dique do Sarandi, onde 57 famílias precisam sair da localidade para as obras de elevação da estrutura continuarem. O prazo de negociação acaba dia 28 de fevereiro e o prefeito admite que, se o impasse se prolongar, poderá recorrer a ações legais para resolver a questão.
Já na situação do bairro Arquipélago o problema não é tão iminente e haverá mais tempo para convencer os residentes, projeta Melo.
Por sua vez, o secretário de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade da Capital, Germano Bremm, recorda que a enchente afetou cerca de 30% do território de Porto Alegre e mais de 160 mil pessoas, mas impactou especialmente o território das ilhas. Melo e Bremm integram a missão gaúcha na Holanda que observa soluções contra cheias. "A gente veio buscar a experiência holandesa justamente pelo conhecimento (deles) na gestão de águas para pensarmos que tipo de ocupação teremos naquele território (ilhas)", assinala o secretário. Ele frisa que a meta é aprender a conviver com a subida das águas e adianta que, depois de realizar o desenho do planejamento urbanístico das prioridades no bairro Arquipélago, a ideia é estruturar um termo de referência para serem contratados projetos de intervenções.
O secretário recorda que na região há a confluência do Jacuí e de outros rios do entorno e talvez possa ser pensada uma alternativa como, por exemplo, a implementação de um canal no local para dar maior vazão à água e diminuir possíveis elevações. Contudo, Bremm salienta que sempre é um desafio a realização de novas obras e não há uma solução mágica. Ele considera que, para poder financiar essas iniciativas, é possível buscar apoio nos governos estadual e federal.

Notícias relacionadas