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Publicada em 24 de Fevereiro de 2025 às 09:14

Boletim Focus projeta IPCA de 5,65% em 2025, acima do teto da meta

A previsão do Focus para a Selic no fim de 2025 segue em 15% ao ano

A previsão do Focus para a Selic no fim de 2025 segue em 15% ao ano

MARCELLO CASAL JR/ebc/jc
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Agência Estado
A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2025 subiu pela 19ª semana consecutiva, de 5,60% para 5,65% - 1,15 ponto porcentual acima do teto da meta, de 4,50%. Um mês antes, era de 5,50%. Considerando só as 105 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa passou de 5,58% para 5,66%.A partir deste ano, a meta começa a ser apurada de forma contínua, com base na inflação acumulada em 12 meses. O centro continua em 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se o IPCA ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o Banco Central perdeu o alvo.Na última ata, o Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou que o cenário para a inflação de curto prazo é adverso, com destaque para a alta dos preços de alimentos, influenciados pela estiagem e o ciclo do boi e com tendência de propagação. Os bens industriais são pressionados pelo câmbio."Em se concretizando as projeções do cenário de referência, a inflação acumulada em 12 meses permanecerá acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta nos próximos seis meses consecutivos", disse o BC.A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 subiu pela nona semana seguida, de 4,35% para 4,40%. Um mês antes, estava em 4,22%. Considerando apenas as 102 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a projeção oscilou de 4,23% para 4,36%.O Copom aumentou a taxa Selic em 1 ponto porcentual, de 12,25% para 13,25%, na reunião de janeiro, e voltou a sinalizar que vai elevar os juros em mais 1 ponto, a 14,25%, no encontro de março.O horizonte relevante do BC é o terceiro trimestre de 2026, quando o Copom espera uma inflação de 4,0%, considerando o cenário de referência. A projeção para o IPCA de 2025 é de 5,2%. O balanço de riscos do Comitê está assimétrico para cima.A mediana do Focus para a inflação de 2027 permaneceu em 4,0%. Quatro semanas antes, estava em 3,90%. A projeção para o IPCA de 2028 caiu de 3,80% para 3,79%, após seis semanas em alta. Um mês antes, era de 3,73%.
A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2025 subiu pela 19ª semana consecutiva, de 5,60% para 5,65% - 1,15 ponto porcentual acima do teto da meta, de 4,50%. Um mês antes, era de 5,50%. Considerando só as 105 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa passou de 5,58% para 5,66%.

A partir deste ano, a meta começa a ser apurada de forma contínua, com base na inflação acumulada em 12 meses. O centro continua em 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se o IPCA ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o Banco Central perdeu o alvo.

Na última ata, o Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou que o cenário para a inflação de curto prazo é adverso, com destaque para a alta dos preços de alimentos, influenciados pela estiagem e o ciclo do boi e com tendência de propagação. Os bens industriais são pressionados pelo câmbio.

"Em se concretizando as projeções do cenário de referência, a inflação acumulada em 12 meses permanecerá acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta nos próximos seis meses consecutivos", disse o BC.

A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 subiu pela nona semana seguida, de 4,35% para 4,40%. Um mês antes, estava em 4,22%. Considerando apenas as 102 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a projeção oscilou de 4,23% para 4,36%.

O Copom aumentou a taxa Selic em 1 ponto porcentual, de 12,25% para 13,25%, na reunião de janeiro, e voltou a sinalizar que vai elevar os juros em mais 1 ponto, a 14,25%, no encontro de março.

O horizonte relevante do BC é o terceiro trimestre de 2026, quando o Copom espera uma inflação de 4,0%, considerando o cenário de referência. A projeção para o IPCA de 2025 é de 5,2%. O balanço de riscos do Comitê está assimétrico para cima.

A mediana do Focus para a inflação de 2027 permaneceu em 4,0%. Quatro semanas antes, estava em 3,90%. A projeção para o IPCA de 2028 caiu de 3,80% para 3,79%, após seis semanas em alta. Um mês antes, era de 3,73%.

Previsão para Selic no fim de 2025 segue em 15% ao ano; para 2026, continua em 12,5%

A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2025 permaneceu estável pela sétima semana consecutiva, em 15%. Em janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou os juros de 12,25% para 13,25%. O colegiado reiterou a sinalização de mais uma alta de 1 ponto porcentual, a 14,25%, na sua próxima reunião, de março.

Considerando apenas as 90 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa intermediária para a taxa básica de juros no fim de 2025 também permaneceu em 15%.

A mediana para os juros no fim de 2026 ficou estável em 12,50% pela quarta semana consecutiva. Levando em conta apenas as 87 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, também permaneceu em 12,50%.

A estimativa intermediária para o fim de 2027 continuou em 10,50%. Quatro semanas antes, era de 10,38%. A mediana para a Selic no fim de 2028 se manteve em 10% pela nona semana consecutiva.

Na ata da reunião de janeiro, o Copom afirmou que a elevação dos juros é "compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante." O colegiado espera inflação de 5,2% em 2025 e de 4,0% no terceiro trimestre de 2026, o horizonte relevante da política monetária.

Dólar no fim de 2025 cai abaixo de R$ 6,00 pela 1ª vez desde o início de janeiro, aponta Focus

A mediana do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2025 caiu de R$ 6,00 para R$ 5,99. Com isso, ficou abaixo da linha de R$ 6,00 pela primeira vez desde 13 de janeiro, quando foi publicado o segundo boletim de 2025.

O dólar avançou acima de R$ 6,26 em dezembro, atingindo máximas históricas, mas perdeu força diante do real este ano. Até a última sexta-feira, 21, a moeda americana acumulava queda de 7,27% frente à brasileira - que tinha o segundo melhor desempenho entre as principais divisas globais em 2025.

A mediana do Focus para o dólar no fim de 2026 se manteve em R$ 6,00 pela sexta semana consecutiva. A projeção para o fim de 2027 aumentou de R$ 5,90 para R$ 5,92, contra R$ 5,93 quatro semanas antes. A estimativa intermediária para o fim de 2028 subiu de R$ 5,90 para R$ 5,93, de R$ 5,99 um mês atrás.

A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não mais no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.

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