"As mudanças climáticas são reais e o impacto é pior que pensávamos", enfatiza a enviada das águas para o Reino dos Países Baixos, Meike van Ginneken. Porém, ela ressalta que as enchentes não passam apenas pelas questões climáticas, mas também pelo crescimento populacional e cenários econômicos.
Para Meike, o enfrentamento das mudanças climáticas e suas consequências acontecerá por respostas tecnológicas e de engenharia, sistemas de proteção de água e planejamento. O grupo também teve contato com a diretora da RVO (agência de desenvolvimento vinculada ao Ministério da Economia dos Países Baixos), Annette Wijering, que salientou esperar que a experiência holandesa na proteção contra enchentes e construções de diques seja útil para o RS.
Já o Chefe do Netherlands Business Support Office (NBSO) em Porto Alegre, Casparvan Rijnbach Rijnbach, comenta que há soluções que podem ser adotadas mais rapidamente, como diques e barreiras, e outras mais complexas.
Em seu discurso no encontro, o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, recordou que a capital gaúcha foi muito afetada pelas enchentes, e reforçou a necessidade de os municípios também participarem das respostas aos problemas. "O mundo é global, mas as ações são sempre locais", finalizou Melo.