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Publicada em 20 de Fevereiro de 2025 às 10:39

Comitiva gaúcha é composta por 28 integrantes

Agenda da comitiva gaúcha começa nesta sexta na cidade de Haia

Agenda da comitiva gaúcha começa nesta sexta na cidade de Haia

Jefferson Klein/Especial/JC
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Jefferson Klein
Jefferson Klein Repórter
Liderada pelo governador Eduardo Leite e pelo prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, a missão do Rio Grande do Sul aos Países Baixos é composta por 28 membros entre secretários, consultores, representantes do escritório da Holanda em Porto Alegre, assessores, entre outros.

Liderada pelo governador Eduardo Leite e pelo prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, a missão do Rio Grande do Sul aos Países Baixos é composta por 28 membros entre secretários, consultores, representantes do escritório da Holanda em Porto Alegre, assessores, entre outros.
As agendas de atividades começam oficialmente nesta sexta-feira, em Haia, e enquanto Leite tem a volta prevista para o Brasil no dia 26, Melo deve retornar no dia 1 de março.
O grupo poderá conferir na Europa exemplos adotados na prática de sugestões apresentadas no relatório final da Conferência Brasil–Países Baixos sobre prevenção de enchentes no Rio Grande do Sul, que foi finalizado e divulgado oficialmente em novembro do ano passado.
Entre as propostas apresentadas está a realização de um inventário de dados de rios como Jacuí, Caí, Sinos, Gravataí, além do Guaíba, Lagoa dos Patos e principais afluentes. Esse trabalho servirá como base de informações para apoiar futuros planejamentos de combate a cheias. O documento pode incluir uma lista dos monitoramentos e informações coletadas existentes (nível de água, precipitação, vazão e curvas de calibração derivadas, propriedades dos sedimentos, batimetrias dos rios, modelos digitais de terreno, parâmetros de qualidade da água, níveis de água subterrânea, alertas públicos etc).
O relatório aponta também a necessidade de uma série de modelos hidrológicos e hidrodinâmicos para previsão e mitigação de inundações. Indica ainda que é preciso elaborar um plano e uma estrutura para o estabelecimento de uma unidade de previsão de inundações, responsável por emitir alertas ao público, bem como desenvolver programas eficientes de conscientização e comunicação para mobilizar a sociedade civil em situações de alerta.
Outra sugestão é definir as atribuições de inspeção e manutenção das estruturas de proteção. Conforme o relatório, é necessário especificar claramente as responsabilidades dos diferentes órgãos e entidades quanto à inspeção e manutenção das estruturas de proteção, como diques e sistemas de drenagem, assim como ainda é recomendável estabelecer uma instituição para a Região Metropolitana responsável pela proteção contra inundações e articulação entre os diversos níveis de governança (federal, estadual e municipal).
Ainda sobre o tema da gestão de recursos hídricos, neste mês de fevereiro a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), por meio do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH), assinaram um Termo de Cooperação. O foco principal da parceria é a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação, visando também a mitigação de desastres de origem hídrica ou que impactem tais recursos.

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