Porto Alegre, qui, 03/04/25

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Publicada em 24 de Janeiro de 2025 às 01:25

Pesquisa mostra que 90,8% das famílias gaúchas estão endividadas

Estudo divulgado pela Fecomércio-RS foi feito em novembro de 2024

Estudo divulgado pela Fecomércio-RS foi feito em novembro de 2024

/Marco Quintana/Arquivo/JC
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A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC-RS) referente a dezembro de 2024, apontou que 90,8% das famílias gaúchas entrevistadas estão endividadas, na segunda queda mensal consecutiva - 93% em novembro de 2024. Todavia, o percentual continua superior ao do ano passado - 88,7% em dezembro de 2023. O recuo é reflexo da diminuição no endividamento, especialmente entre as famílias de menor renda.
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC-RS) referente a dezembro de 2024, apontou que 90,8% das famílias gaúchas entrevistadas estão endividadas, na segunda queda mensal consecutiva - 93% em novembro de 2024. Todavia, o percentual continua superior ao do ano passado - 88,7% em dezembro de 2023. O recuo é reflexo da diminuição no endividamento, especialmente entre as famílias de menor renda.
Os dados fazem parte da edição de dezembro de 2024 da PEIC-RS divulgada pela Fecomércio/RS. A pesquisa é realizada em todas as capitais brasileiras pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). 
Quanto à percepção das famílias sobre o seu nível de endividamento também houve uma melhora. Em dezembro de 2024, 24,2% dos entrevistados se consideraram "muito endividados", número abaixo dos 26,9% registrados no mês anterior e dos 27,8% de dezembro de 2023. Por outro lado, o percentual de famílias que se consideram "mais ou menos endividadas" cresceu pelo sétimo mês consecutivo.
A pesquisa realizada nos dez últimos dias de novembro de 2024 em Porto Alegre indicou que o tempo de comprometimento permaneceu estável em 6,9 meses, refletindo um alongamento dos prazos de pagamento, o que contribui para a redução da pressão sobre a renda comprometida com dívidas das famílias, que apesar do aumento na margem permanece abaixo dos 30,0% (28,0% em dezembro de 2024). Entre os tipos de dívida, o cartão de crédito continua sendo o principal, com 54,8% dos endividados relatando este tipo de compromisso, seguido por carnês (46,5%) e financiamento de veículos (11,2%).
No aspecto da inadimplência, o cenário também foi mais favorável, com a porcentagem de famílias com contas em atraso registrando 34,2%, o que representa a quarta queda consecutiva do indicador. Comparado a dezembro de 2023 (39,5%), a redução foi significativa, corroborando uma tendência de redução da inadimplência no estado. O tempo médio de atraso no pagamento de dívidas também apresentou um recuo, indo de 34,7 dias em dezembro de 2023 para 28,8 dias em dezembro de 2024. Além disso, o indicador de famílias que não terão condições de pagar suas dívidas nos próximos 30 dias, um sinal de inadimplência crônica, caiu para 2,8% em dezembro de 2024. Este é o terceiro recuo consecutivo desde as cheias de maio de 2024. Para as famílias com renda superior a 10 salários mínimos, o percentual foi de 0%, mantendo-se estável desde setembro de 2021.
A expectativa de aumento da taxa de juros e a desaceleração econômica no segundo semestre de 2025 podem afetar a capacidade de pagamento das famílias, especialmente as de menor renda. O presidente da Fecomércio/RS, Luiz Carlos Bohn, disse que o cenário atual mostra um quadro de curto prazo positivo para o endividamento e a inadimplência. "Famílias com orçamentos equilibrados consomem mais e melhor. Diante dos aumentos esperados da Selic, é bastante provável que tenhamos um freio nessa trajetória benigna especialmente da inadimplência", acrescenta.

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