O parque termelétrico que injeta eletricidade no Sistema Interligado Nacional emitiu 4,8% a mais por gigawatt-hora (GWh) produzido em 2023, em comparação ao ano anterior, indica o “4º Inventário de emissões atmosféricas em usinas termelétricas”, lançado nesta quinta-feira (19), pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema). Foram emitidas 671 toneladas de gás carbônico por gigawatt-hora gerado (tCO2e/GWh). Em 2022, o número era de 641 tCO2e/GWh.
Conforme nota divulgada pela entidade, esse aumento aconteceu porque as usinas a carvão operaram por mais tempo, enquanto outras, mais eficientes, foram menos acionadas. "Devido aos maiores níveis de água de reservatórios para geração hidrelétrica e da ascensão de fontes renováveis, 2023 foi um ano de baixo acionamento de termelétricas. Mas, em períodos de estiagem, como ocorreu este ano de 2024, a geração dessa modalidade aumenta e, como consequência, as emissões são maiores também”, explica a coordenadora do estudo e pesquisadora do Iema, Raissa Gomes.
A geração inventariada de eletricidade fóssil injetada no Sistema Interligado Nacional (SIN), que já apresentava queda entre 2021 e 2022, manteve essa tendência em 2023. Houve uma redução de 13% na produção, que passou de 31,1 TWh, em 2022, para 26,9 TWh, em 2023, representando uma diminuição absoluta de 4,1 TWh. Este declínio foi impulsionado, principalmente, por uma queda de 20% na operação das usinas a gás natural, enquanto a geração das usinas a carvão mineral registrou um aumento de 11%.
Ao todo, as 67 termelétricas analisadas geraram 17,9 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e), 96% proveniente de quase metade delas. Do total das termelétricas analisadas, apenas dez emitiram 71% dos gases, sendo metade delas a carvão mineral e a outra, a gás.
As cinco termelétricas que mais geraram energia elétrica em 2023, respectivamente, foram: Mauá 3 (Manaus, AM), com 10% da participação total; Parnaíba 2 (Santo Antônio dos Lopes, MA), com 9%; Jorge Lacerda 4 (Capivari de Baixo, SC), com 9% da participação total; Termorio (Duque de Caxias, RJ), com 8% da participação total; Candiota 3 (Candiota, RS), com 7% da participação total.
Já as seis usinas mais emissoras de gases de efeito estufa (GEE) foram: Candiota 3 (Candiota, RS), com 13% de participação total; Jorge Lacerda 4 (Capivari de Baixo, RS), com 12%; Pampa Sul (Candiota, RS), 10%; Mauá 3 (Manaus, AM), 6%; Termorio (Duque de Caxias, SE), 6%; e Jorge Lacerda 3 (Capivari de Baixo, RS), também 6%.
Já as seis usinas mais emissoras de gases de efeito estufa (GEE) foram: Candiota 3 (Candiota, RS), com 13% de participação total; Jorge Lacerda 4 (Capivari de Baixo, RS), com 12%; Pampa Sul (Candiota, RS), 10%; Mauá 3 (Manaus, AM), 6%; Termorio (Duque de Caxias, SE), 6%; e Jorge Lacerda 3 (Capivari de Baixo, RS), também 6%.
A usina Candiota 3 está em primeiro lugar no ranking de emissões – respondendo por 13% do total em 2023 –, mas se encontra apenas como a quinta em termos de geração elétrica, sendo responsável por 7% da energia elétrica produzida. Parnaíba 2 (a gás natural), por exemplo, é a segunda térmica fóssil que mais produziu energia elétrica em 2023, mas é a sétima maior emissora.
Esses dados, segundo o Iema, apontam a ineficiência de usinas que empregam o carvão mineral como combustível – em 2023 essa categoria de usinas teve média de eficiência de apenas 33%. A Região Sul, sede de grandes usinas a carvão mineral, é a maior emissora com 45% das emissões inventariadas (oito milhões de toneladas de CO2e).
Esses dados, segundo o Iema, apontam a ineficiência de usinas que empregam o carvão mineral como combustível – em 2023 essa categoria de usinas teve média de eficiência de apenas 33%. A Região Sul, sede de grandes usinas a carvão mineral, é a maior emissora com 45% das emissões inventariadas (oito milhões de toneladas de CO2e).