De São Paulo
Dos quase R$ 90 bilhões em prejuízos com as enchentes de maio no Rio Grande do Sul, apenas 6,6% dessa perda tinham cobertura securitária. Segundo dados divulgados pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg) em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (12), em São Paulo, a tragédia climática gerou 57,6 mil sinistros, sendo quase 30 mil na categoria residencial/habitacional.
Na avaliação do presidente da entidade, Dyogo Oliveira, os gaúchos devem se alertar cada vez mais para a necessidade de ter uma garantia para seus patrimônios, assim como tiveram em relação às suas vidas no período da pandemia. “Mas no momento ainda há uma queda na contratação em relação à demanda. Agora as pessoas estão reconstruindo as suas vidas, e o que estamos vendo não é nada anormal nesse sentido”, afirmou o dirigente.
Em relação ao comportamento do setor durante o período mais grave dos alagamentos, ele vê a situação como um momento de grande efetividade das seguradoras.
“Nós tivemos um ritmo acelerado de avaliação dos serviços de pagamentos, de modo que a gente conseguiu atender muito bem os clientes do setor. E mais do que isso, a gente pôde atender inclusive quem não era cliente, porque você está com um guincho da seguradora passando na rua, puxando o carro”, destacou.
Nesse sentido, o setor segurador acredita que é preciso que a sociedade aja imediatamente na mitigação dos riscos climáticos. Dentro dessa nova realidade, Oliveira anunciou a participação da entidade na Conferência das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas (COP 30), que será realizada no ano que vem na capital do Pará, Belém. A CNSeg montará uma casa de 1,6 metros quadrados na qual ocorrerá uma conexão empresarial do mercado de seguros com outros setores econômicos e buscará ser um ponto de convergência para discussões sobre o papel do mercado segurador na gestão de riscos climáticos e no financiamento de iniciativas sustentáveis e conectará agentes públicos, privados e da sociedade civil.
Entidade estima crescimento em 2025
Para o ano que vem, CNseg prevê um crescimento de 10,1% do setor segurador no País, levando em conta uma projeção de Produto Interno Bruto (PIB) de 2,5%. A estimativa é de que 2024 finalize com um crescimento é de 11,6% e arrecadação estimada em R$ 747,3 bilhões - R$ 77,8 bilhões a mais do que o arrecadado em 2023. Os dados incluem todos os produtos de Seguros, Previdência Aberta, Capitalização e a Saúde Suplementar.
O maior destaque para a alta da arrecadação é o segmento de Cobertura de Pessoas, que tem avanço estimado de 15,6% em 2024 e 9,5% em 2025, respectivamente. A Saúde Suplementar também deve apresentar um crescimento significativo, de 10,9% em 2024 e 10,9% em 2025. Os produtos que integram Danos e Responsabilidades contribuirão para o aumento na arrecadação, com crescimento projetado de 7,1% até dezembro deste ano e 8,2% no decorrer de 2025. Já a Capitalização deve crescer 6,6% este ano e 5,5% no ano que vem.
O maior destaque para a alta da arrecadação é o segmento de Cobertura de Pessoas, que tem avanço estimado de 15,6% em 2024 e 9,5% em 2025, respectivamente. A Saúde Suplementar também deve apresentar um crescimento significativo, de 10,9% em 2024 e 10,9% em 2025. Os produtos que integram Danos e Responsabilidades contribuirão para o aumento na arrecadação, com crescimento projetado de 7,1% até dezembro deste ano e 8,2% no decorrer de 2025. Já a Capitalização deve crescer 6,6% este ano e 5,5% no ano que vem.