O presidente da Associação Brasileira do Carbono Sustentável (ABCS), Fernando Zancan, considera como uma vitória para o segmento carbonífero ter superado um eventual entrave dentro da Comissão de Infraestrutura durante a votação do PL 576. "Foi mais um passo, se avançou mais uma etapa legislativa, agora vai ao Plenário", detalha o dirigente. Porém, Zancan ainda prega prudência quanto ao resultado final. "Enquanto a lei não for publicada sempre há um receio", assinala.
Ele salienta que a manutenção da atividade carbonífera é fundamental para as regiões onde elas ocorrem, seja em Candiota ou nos complexos termelétricos situados em Santa Catarina e Paraná. Sobre o possível veto presidencial ao carvão, Zancan ressalta que é possível uma reversão quando a matéria retornar ao Senado, entretanto isso implicaria o atraso na discussão, avançando o debate para 2025.
Esse cenário dificultaria a efetivação de contratos de comercialização de energia de Candiota 3. Uma das opções, apontada pelo presidente da ABCS, seria o mercado de curto prazo para atender ao crescimento de demanda elétrica no verão, quando aumenta o consumo dos aparelhos de ar-condicionado. Contudo, ele adverte que quando chegar o inverno, com mais água nos reservatórios das hidrelétricas, dificilmente a termelétrica gaúcha conseguiria garantir algum acordo de fornecimento.
Zancan afirma que uma usina a carvão precisa ter um contrato de longo prazo para se tornar viável de forma mais permanente. O dirigente sustenta que o carvão é fundamental para dar segurança energética para o País.