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Publicada em 10 de Dezembro de 2024 às 01:25

Setor da Saúde deve debater a longevidade da população

Zuffo, sócio-fundador do grupo São Pietro, apontou os desafios do segmento

Zuffo, sócio-fundador do grupo São Pietro, apontou os desafios do segmento

THAYNÁ WEISSBACH/JC
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Caren Mello
Caren Mello
O setor de Saúde passou por desafios no ano de 2024, sobretudo com as consequências das enchentes. A previsão é de melhora para o próximo ano, mas algumas questões deverão ser revistas, como o tratamento dado à longevidade e as judicializações, entre outros. A avaliação foi do sócio fundador do Grupo São Pietro Hospitais e Clínicas, Luciano Zuffo, durante o Mapa Econômico do Rio Grande do Sul, realizado nesta segunda-feira (9), na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs).
O setor de Saúde passou por desafios no ano de 2024, sobretudo com as consequências das enchentes. A previsão é de melhora para o próximo ano, mas algumas questões deverão ser revistas, como o tratamento dado à longevidade e as judicializações, entre outros. A avaliação foi do sócio fundador do Grupo São Pietro Hospitais e Clínicas, Luciano Zuffo, durante o Mapa Econômico do Rio Grande do Sul, realizado nesta segunda-feira (9), na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs).
"A saúde representa 10% do PIB. O setor permeia todos os setores no ecossistema econômico, seja na micro ou na macroeconomia. Temos muitos desafios pela frente", observou Zuffo, durante o painel que dividiu com outros empresários e representantes de entidades.
Entre os desafios apontados pelo médico e executivo está a superação das consequências da enchente no Estado, no final do mês de abril e início de maio, atingindo dois importantes centros de saúde da Região Metropolitana. Os hospitais Mãe de Deus, em Porto Alegre, e o Pronto Socorro, de Canoas, foram totalmente evacuados devido às cheias. Ainda assim, o setor conseguiu suportar a logística, diante da falta das duas instituições em uma região referência para o Estado.
Outra questão preocupante do setor, segundo Zuffo, é o envelhecimento da população, o que impacta diretamente no plano econômico das empresas. "Precisamos pensar como vamos trabalhar a questão de longevidade, a questão da saúde e, principalmente a prevenção. A saúde, no seu ecossistema econômico, pode ajudar ou prejudica", observou.
Com o envelhecimento da população, aumentam os custos em saúde. "Temos quatro pilares que são problemas tanto para região sul como para o Brasil: a caneta do médico, que faz tudo, a judicialização, que desequilibra economicamente as empresas, a longevidade e o 'pode tudo'", disse, referindo-se à legislação não pensa em como se dá o acesso a tudo que está colocado.
Ao sugerir que a saúde deve ser olhada pelo aspecto do empreendedorismo e de investimentos, algumas questões são fundamentais para empresa investirem no Estado: ter indicação, a segurança e o envolvimento com a região. De acordo com Zuffo, o Grupo São Pietro está alicerçado dentro da Região Metropolitana, com projetos em desenvolvimento.
O momento econômico, observou, faz atrair ou retrair investimentos. Neste momento de reconstrução do Estado, segundo avalia, a saúde deve ser um dos pilares, uma vez que ela gera um ecossistema econômico importante para gerar emprego gerar renda e fazer com que se movimente a economia.

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